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Choques de oferta desafiam credibilidade de autoridades monetárias, diz Galípolo

Sequência de choques de oferta global desafia a credibilidade das autoridades monetárias; BC precisa se preparar para turbulências sem perder o objetivo de controlar a inflação

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que choques de oferta globais colocam em xeque a credibilidade das autoridades monetárias.
  • Ele afirma que o mundo viveu o quarto choque de oferta em menos de seis anos, em meio a surpresas climáticas e variações meteorológicas.
  • Galípolo destaca que o debate sobre credibilidade vai além de previsões e pesquisas de especialistas, atingindo o cotidiano das pessoas.
  • O presidente aponta uma dissonância entre números oficiais e a percepção da inflação pela população, o que complica a atuação dos bancos centrais.
  • O desafio, segundo ele, é distinguir choques de oferta de efeitos de segunda ordem, sem abandonar o objetivo de controlar a inflação e manter o barco do BC estável.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira que a sequência de choques de oferta na economia global põe em xeque a credibilidade das autoridades monetárias. Ele comparou o trabalho do BC à construção de um barco que precisa ser reforçado em meio a tempestades, mantendo o foco no objetivo final.

Segundo Galípolo, já houve o quarto choque de oferta em menos de seis anos, impulsionado por surpresas climáticas e mudanças nos padrões do tempo. Ele apontou que o debate sobre credibilidade hoje ultrapassa a discussão tradicional sobre expectativas e pesquisas de mercado.

Contexto: credibilidade diante de choques e inflação

O presidente destacou a diferença entre choques de oferta causados por fatores climáticos e efeitos de segunda ordem que exigem vigilância maior. A combinação de economia aquecida e mercado de trabalho apertado complica a leitura dos impactos sobre a inflação.

A partir dessas nuances, o BC precisa distinguir o que é efeito imediato de um choque de oferta do que decorre de processos secundários. A missão é manter o controle da inflação sem perder a percepção pública sobre o mandato da instituição.

Caminho do BC diante do cenário

Galípolo afirmou que o BC não abandona seu objetivo de controlar a inflação, mesmo diante de volatilidade. A instituição busca reforçar sua resposta econômica a cada novo episódio, para navegar com maior segurança em períodos adversos.

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