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CMN adia bloqueio ambiental no crédito rural para 2027

CMN adiou a regra ambiental no crédito rural para 2027, com prazos escalonados por faixa de imóveis e novas medidas de regularização ambiental

Brasília (DF), 10/04/2023 - Fachada do ministério da Fazenda.
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  • O Conselho Monetário Nacional adiou para 2027 a entrada em vigor da regra que impede crédito rural subsidiado para produtores com desmatamento ilegal.
  • A verificação passará a usar dados do Prodes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para confirmar desmatamento após 31 de julho de 2019.
  • Novo calendário: imóveis acima de 15 módulos fiscais a partir de 4 de janeiro de 2027; entre 4 e 15 módulos fiscais a partir de 1º de julho de 2027; até 4 módulos fiscais a partir de 3 de janeiro de 2028.
  • Assentamentos de reforma agrária e territórios de povos e comunidades tradicionais entrarão na regra apenas em 2028.
  • Bancos deverão consultar alertas do Prodes antes da liberação de financiamentos; Câmara e governo afirmam que a prorrogação aumenta a previsibilidade e facilita adaptação.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) adiou para 2027 a entrada em vigor da regra que impede crédito rural subsidiado para produtores com registro de desmatamento ilegal. A decisão foi tomada em reunião extraordinária nesta terça-feira (12), após pressão do setor agroindustrial por mais tempo de adaptação.

A regra passou a exigir que bancos verifiquem, antes de liberar financiamentos, se houve supressão irregular de vegetação nativa após 31 de julho de 2019. A análise será baseada nos dados do Prodes, do Inpe.

Novo calendário

Propriedades acima de 15 módulos fiscais começam a valer em 4 de janeiro de 2027. Imóveis entre 4 e 15 módulos fiscais terão início em 1º de julho de 2027. Áreas de até 4 módulos fiscais entram em vigor em 3 de janeiro de 2028.

Assentamentos da reforma agrária e territórios de povos e comunidades tradicionais passam a seguir a regra apenas em 2028, quando o CAR abranger áreas coletivas.

Como funciona

Produtores com desmatamento ilegal após julho de 2019 poderão enfrentar restrições para acessar crédito com recursos controlados e juros subsidiados, como o Pronaf. Instituições devem consultar alertas do Prodes antes de aprovar financiamentos.

Pressão do agro

Críticas de entidades do setor levaram ao adiamento. A CNA ingressou com ação no STF pedindo suspensão das exigências ambientais vinculadas ao crédito rural. A medição de impacto teve efeito imediato no setor produtivo, segundo a entidade.

Justificativa oficial

O Ministério da Agricultura afirmou que o adiamento visa manter a continuidade do crédito a produtores em conformidade com a legislação ambiental. A medida também busca aperfeiçoar procedimentos de regularização ambiental.

O Ministério da Fazenda declarou que as mudanças calibram a norma e aumentam a previsibilidade de implementação. O governo diz que a prorrogação oferece tempo de adaptação para produtores e fiscalizadores.

Novos documentos

Além da prorrogação, o CMN autorizou novos documentos para comprovar regularidade ambiental. Entre eles estão o Termo de Compromisso Ambiental com órgãos estaduais e documentos equivalentes à Autorização de Supressão de Vegetação Nativa.

Segundo o governo, pedidos de crédito recusados na vigência inicial poderão ser reapresentados. O objetivo é manter o fluxo de crédito agrícola sem prejuízo a produtores em situação regular.

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