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CVC registra prejuízo de R$ 63,1 milhões no 1T26, com pressão de conflitos

Prejuízo ajustado de R$ 63,1 milhões no 1T26; reservas sobem para R$ 4,3 bilhões, apoiadas por Brasil e B2B, diante cenário externo volátil e câmbio

CVC: ações desabam 8% após decepção no 2T23
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  • Prejuízo líquido ajustado de R$ 63,1 milhões no 1T26, revertendo lucro de R$ 24 milhões no mesmo período de 2025, com pressão de conflitos geopolíticos e efeitos cambiais.
  • Reservas confirmadas totalizam R$ 4,3 bilhões, alta de 3,8% na comparação anual; Brasil e segmento B2B puxaram o crescimento, enquanto a Argentina recuou 8%.
  • Receita líquida consolidada de R$ 365,1 milhões, +0,8% anual; take rate consolidado caiu para 8,3% devido à mudança de mix para B2B.
  • EBITDA ajustado de R$ 93,7 milhões, queda de 10,5% e margem de 25,7%; contribuição de conflitos internacionais e pressão cambial.
  • Despesas administrativas no Brasil aumentaram 4,3% (abaixo da receita); Argentina registrou queda de 4,7% nas despesas; itens não recorrentes somaram R$ 11,3 milhões.

A CVC Corp (CVCB3) registrou prejuízo líquido ajustado de 63,1 milhões de reais no primeiro trimestre de 2026, ante lucro de 24 milhões no mesmo período do ano anterior. O resultado foi pressionado por volatilidade internacional, conflitos geopolíticos e efeitos cambiais, além de mudanças no mix de vendas.

Mesmo com o cenário externo desfavorável, a empresa manteve crescimento operacional e encerrou o trimestre com reservas confirmadas de 4,3 bilhões de reais, crescimento de 3,8% ante 1T25.

O desempenho foi impulsionado pelo mercado brasileiro e pelo segmento B2B.

Reservas avançam e Brasil sustenta crescimento

No Brasil, as reservas cresceram 6%, e o B2B avançou 12% no período.

A Argentina apresentou retração de 8%, reflexo do câmbio desfavorável e do ambiente externo.

As reservas consumidas somaram 4,39 bilhões de reais, alta de 5,6% na comparação anual.

Receita estável e take rate em leve recuo

A receita líquida consolidada ficou em 365,1 milhões de reais, estável frente ao 1T25.

O avanço veio do B2B no Brasil (+22%) e da expansão do mercado doméstico (+6%), enquanto a Argentina recuou 17%.

O take rate consolidado caiu para 8,3%, retração de 0,4 ponto percentual.

EBITDA pressionado pelo cenário externo

O EBITDA ajustado foi de 93,7 milhões de reais, queda de 10,5% na base anual, com margem de 25,7%.

Conflitos internacionais e pressão cambial reduziram a demanda por viagens e impactaram destinos.

Despesas e estratégia de curto prazo

Despesas administrativas no Brasil cresceram 4,3%, abaixo da expansão de receita, diluindo custos.

Na Argentina houve queda de 4,7% nas despesas, ainda assim insuficiente para compensar a queda de receita.

Itens não recorrentes somaram 11,3 milhões de reais no trimestre.

A companhia mantém foco em resiliência, eficiência operacional e recuperação de rentabilidade em 2026, com estratégia voltada à oferta mais margem e controle de custos.

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