- Prejuízo líquido ajustado de R$ 63,1 milhões no 1T26, revertendo lucro de R$ 24 milhões no mesmo período de 2025, com pressão de conflitos geopolíticos e efeitos cambiais.
- Reservas confirmadas totalizam R$ 4,3 bilhões, alta de 3,8% na comparação anual; Brasil e segmento B2B puxaram o crescimento, enquanto a Argentina recuou 8%.
- Receita líquida consolidada de R$ 365,1 milhões, +0,8% anual; take rate consolidado caiu para 8,3% devido à mudança de mix para B2B.
- EBITDA ajustado de R$ 93,7 milhões, queda de 10,5% e margem de 25,7%; contribuição de conflitos internacionais e pressão cambial.
- Despesas administrativas no Brasil aumentaram 4,3% (abaixo da receita); Argentina registrou queda de 4,7% nas despesas; itens não recorrentes somaram R$ 11,3 milhões.
A CVC Corp (CVCB3) registrou prejuízo líquido ajustado de 63,1 milhões de reais no primeiro trimestre de 2026, ante lucro de 24 milhões no mesmo período do ano anterior. O resultado foi pressionado por volatilidade internacional, conflitos geopolíticos e efeitos cambiais, além de mudanças no mix de vendas.
Mesmo com o cenário externo desfavorável, a empresa manteve crescimento operacional e encerrou o trimestre com reservas confirmadas de 4,3 bilhões de reais, crescimento de 3,8% ante 1T25.
O desempenho foi impulsionado pelo mercado brasileiro e pelo segmento B2B.
Reservas avançam e Brasil sustenta crescimento
No Brasil, as reservas cresceram 6%, e o B2B avançou 12% no período.
A Argentina apresentou retração de 8%, reflexo do câmbio desfavorável e do ambiente externo.
As reservas consumidas somaram 4,39 bilhões de reais, alta de 5,6% na comparação anual.
Receita estável e take rate em leve recuo
A receita líquida consolidada ficou em 365,1 milhões de reais, estável frente ao 1T25.
O avanço veio do B2B no Brasil (+22%) e da expansão do mercado doméstico (+6%), enquanto a Argentina recuou 17%.
O take rate consolidado caiu para 8,3%, retração de 0,4 ponto percentual.
EBITDA pressionado pelo cenário externo
O EBITDA ajustado foi de 93,7 milhões de reais, queda de 10,5% na base anual, com margem de 25,7%.
Conflitos internacionais e pressão cambial reduziram a demanda por viagens e impactaram destinos.
Despesas e estratégia de curto prazo
Despesas administrativas no Brasil cresceram 4,3%, abaixo da expansão de receita, diluindo custos.
Na Argentina houve queda de 4,7% nas despesas, ainda assim insuficiente para compensar a queda de receita.
Itens não recorrentes somaram 11,3 milhões de reais no trimestre.
A companhia mantém foco em resiliência, eficiência operacional e recuperação de rentabilidade em 2026, com estratégia voltada à oferta mais margem e controle de custos.
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