- Datacentres consomem 6% da eletricidade no Reino Unido e nos Estados Unidos, com a IA pressionando o fornecimento de energia e gerando resistência comunitária.
- A participação global de energia usada por esses centros aumentou 15% nos últimos dois anos, com investimento anual próximo de US$ 1 trilhão.
- O setor alerta que o uso crescente de energia provoca preocupações sociais e políticas e pede mais transparência das empresas sobre planos de novos datacentres.
- No início de 2025, o governo do Reino Unido estimou 2,5% de eletricidade consumida por datacentres, projetando aumento para quatro vezes até 2030; o atraso para conexão à rede também tem aumentado.
- Há ineficiências relevantes, como 13% do consumo de datacentres nos EUA vir de serviços “zumbis”; ataques físicos e cibersegurança passam a fazer parte da gestão de risco.
Datacenters consomem 6% da eletricidade no Reino Unido e nos EUA, segundo estudo recente, o que aumenta a pressão sobre as redes conforme a IA demanda cresce. A tendência gera resistência de comunidades diante de projetos de novas instalações e de possíveis impactos locais.
A pesquisa aponta que a participação global de consumo de energia por grandes centros de dados subiu 15% nos últimos dois anos, com o investimento anual próximo de US$ 1 trilhão. O total representa quase 1% da economia global, segundo a IDC Association (IDCA).
Aquecendo o debate, o estudo destaca que o aumento ocorre em meio a tensões de abastecimento na rede elétrica e a atrasos em conexões de datacenters à rede nacional no Reino Unido. A IDCA aponta que a transparência das empresas sobre planos de expansão é essencial para evitar fricções com comunidades.
Impacto e respostas da sociedade
A organização ambiental Greenpeace UK alerta para consequências de um crescimento desenfreado da IA, incluindo aumentos de tarifas de energia e maior pressão sobre recursos hídricos. O grupo defende avaliação ambiental robusta e restrições a novas plantas poluentes para alimentar IA.
No contexto britânico, veículos de imprensa revelaram discrepâncias na estimativa de emissões de carbono associadas a datacenters propostos, reforçando a necessidade de dados verificados pelas empresas. A IDCA reforça que o planejamento deve contemplar custos ambientais e sociais.
Dados adicionais e tendências
Estima-se que haja cerca de 10 mil datacenters no mundo, com instalações de grande porte como o data center Mount Pleasant, da Microsoft, em Wisconsin, destacado pela sua capacidade. A agenda de eficiência aponta para desperdícios: cerca de 13% do consumo nos EUA vem de serviços ociosos, ou seja, apps que continuam rodando sem uso ativo, somando mais de 3 GW.
A Agência Internacional de Energia (IEA) mostra números correspondentes, com aumento de 17% no consumo de energia em 2025, superando o crescimento global da demanda de eletricidade. O estudo também cita a necessidade de melhorar segurança física e cibernética, dado o papel crítico dos datacenters na infraestrutura contemporânea.
Perspectivas e próximos passos
Ao tratar do tema, a IDCA recomenda maior transparência por parte das empresas de tecnologia sobre planos de expansão, bem como avaliações de impacto ambiental. As autoridades estudam medidas para gerenciar o crescimento de demanda, incluindo mecanismos de conexão à rede e estratégias de eficiência energética.
Entre na conversa da comunidade