- A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, disse que consegue imaginar um aperto adicional na política monetária devido à inflação persistente nos EUA.
- Collins prevê pouca ou nenhuma redução da inflação neste ano, com a desinflação ganhando força apenas em 2027.
- Ela afirmou que é importante manter a política monetária levemente restritiva por algum tempo.
- O choque recente nos preços de energia e as incertezas geopolíticas continuam pressionando a inflação e elevando os riscos para a economia.
- Dados de inflação ao produtor de abril vieram acima do esperado, reforçando a visão de que a desaceleração da inflação ainda não chegou.
O presidente do Federal Reserve (Fed) de Boston, Susan Collins, afirmou nesta quarta-feira, 13 de maio, que consegue imaginar um cenário em que o banco central dos EUA precise aplicar um aperto adicional na política monetária devido à inflação persistente no país. A declaração foi feita durante uma fala pública.
Collins sinalizou que prevê pouca ou nenhuma redução da inflação neste ano, com a trajetória de desaceleração ganhando força apenas em 2027. Para ela, manter a política monetária ligeiramente restritiva por algum tempo será importante.
A dirigente citou fatores de risco para a inflação, como o choque recente nos preços de energia e as incertezas geopolíticas, que, segundo ela, pressionam o cenário inflacionário e elevam os riscos para a economia americana. Ela reiterou que a inflação continua acima da meta do Fed há cinco anos e voltou a ganhar força com o aumento de preços de energia.
Os comentários ocorrem em meio a preocupaçõess entre os mercados sobre a trajetória da inflação nos EUA, especialmente após dados de inflação ao produtor (PPI) divulgados em abril terem surpreendido negativamente. O indicador mostrou alta mensal de 1,4% no mês, com o núcleo subindo 1,0%, reforçando a percepção de que a desaceleração da inflação pode ainda demorar.
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