- Painel no São Paulo Innovation Week, em 13 de maio, discutiu o que separa uma startup boa de uma investível.
- Roberto Schirmer disse que investir depende de time excepcional, produto altamente escalável e caminho claro de saída.
- Marcelo Mariano destacou que disciplina operacional e execução pesam mais que apenas inovação; é preciso plano de crescimento e métricas.
- Sofia Franco Filla ressaltou que os números devem sustentar a narrativa, e indicadores críticos não podem ser ocultados.
- O debate também abordou governança, preparação para captação e o papel da IA, com foco na comunicação com fundos e uso de métricas para avaliar o potencial de incremento.
O painel O que separa uma startup boa de uma startup investível, no São Paulo Innovation Week (SPIW), mostrou que ter um bom produto não basta para atrair investimentos. O debate ocorreu nesta quarta-feira, 13, em São Paulo, com especialistas em fundos, assessorias e relações com investidores.
Roberto Schirmer, da Vinci Compass, disse que uma startup investível precisa de mais que uma ideia; é crucial ter capacidade de escalar, time excepcional e um caminho claro de saída. O time, segundo ele, precisa demonstrar potencial de retorno financeiro.
Marcelo Mariano, da Start51 Ventures, destacou a importância da disciplina operacional. Ele afirmou que custo de crescimento, planos de expansão e governança são tão relevantes quanto o produto. Muitos empreendedores concentram esforços apenas no produto e nas vendas.
Sofia Franco Filla, head de investor relations da Booming, enfatizou a necessidade de transformar números em narrativa. Ela apontou que indicadores devem sustentar a história apresentada aos investidores, e que esconder métricas críticas pode comprometer a credibilidade.
A executiva ainda ressaltou que, em estágios iniciais, é comum que fundadores atuem em várias funções, porém é essencial demonstrar dedicação exclusiva ao projeto para atrair capital.
IA, métricas e governança
Durante o debate, a inteligência artificial foi vista como tema central para a captação. Os convidados destacaram que velocidade de execução é vital para não perder espaço frente a concorrentes. A adoção de novas ferramentas pode fortalecer diferenciais competitivos.
Schirmer comentou que o ambiente de inovação requer acompanhamento constante das transformações tecnológicas. Indicadores relevantes ajudam investidores a distinguir startups com potencial de escala de negócios sem projeção de crescimento.
Os especialistas concordaram que o conjunto de fatores — time qualificado, narrativa clara, execução efetiva, mercado escalável e saída possível — é avaliado na decisão de investimento. Em cenário de juros altos, organizações bem estruturadas ganham vantagem na disputa por capital.
O SPIW 2026 segue reunindo atores do ecossistema, incluindo pesquisadores, governos, corporações e startups, para discutir tecnologia, ciência, educação, saúde e finanças. O evento continua nesta semana na capital paulista.
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