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Estoques de petróleo caem em ritmo recorde; inflação nos EUA chega a 4 anos

IEA alerta queda recorde de estoques globais de petróleo; déficit de oferta pode perdurar até o fim do terceiro trimestre de 2026, com demanda fraca

On oil tanker near the port in Fos-sur-Mer, Southern France.
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  • A IEA informou que os estoques globais de petróleo caíram em ritmo recorde: −129 milhões de barris em março e −117 milhões em abril, conforme países recorreram às reservas devido ao conflito no Oriente Médio.
  • A previsão aponta demanda global menor neste ano, com queda de 420 mil barris por dia, para 104 milhões bpd; o déficit de oferta pode ficar entre 1,78 milhão e até 6 milhões de bpd no segundo trimestre.
  • A IEA espera novos saques dos estoques mundiais nos próximos meses, já que a produção não acompanha o consumo.
  • Em março, houve uma liberação histórica de reservas estratégicas, totalizando 400 milhões de barris, das quais cerca de 164 milhões já foram liberadas.
  • No mercado financeiro, o dólar reagiu ao salto da inflação de produtores dos EUA, com o índice do dólar subindo cerca de 0,25%; o PPI (produção) dos EUA subiu 1,4% em abril, resultando em alta anual de 6,0%.

Global oil stocks estão sendo reduzidas em ritmo recorde, aponta a IEA. O órgão alerta que perdas de oferta, consequência do conflito no Irã, levam a quedas acentuadas em estoques globais de petróleo.

No relatório mais recente, a IEA informa queda de 129 milhões de barris em março e de 117 milhões em abril, com países recorrendo a reservas para suprir o déficit. A Organização também projetou demanda global menor neste ano.

A IEA disse ter autorizado a maior liberação de reservas estratégicas da história em meados de março, com cerca de 164 milhões de barris já liberados; a demanda deve se manter robusta apesar da queda prevista, mantendo o mercado apertado.

Perspectiva de demanda e oferta

A organização prevê demanda global menor neste ano, com a queda estimada em 420 mil bpd, para 104 milhões de bpd, ante previsões anteriores. A diferença entre oferta e demanda deve permanecer elevada.

A IEA aponta que, em média, a produção ficará cerca de 1,78 milhão de bpd abaixo da demanda global neste ano, com o déficit chegando a 6 milhões de bpd no 2T26. Os estoques devem seguir sendo reduzidos.

Segundo o texto, o mercado deve permanecer pouco suprido até o fim do terceiro trimestre de 2026, mesmo caso o conflito termine em junho. O relatório destaca a necessidade de novas liberações se a demanda continuar alta.

Movimentos do dólar e inflação nos EUA

O abrandamento da demanda não caminhou para baixo; o dólar ganhou força após dados de inflação. O índice do dólar subiu, refletindo expectativa de que a escalada de preços desestimule cortes de juro pelo Federal Reserve.

A variação ocorreu em meio a queda de outras moedas, com a libra atingindo piso inferior a 1,3490 dollar diante do impacto dos números de inflação.

PPI dos EUA atinge maior alta desde 2022

O índice de preços ao produtor nos EUA subiu 1,4% em abril, ante março, segundo o Departamento do Trabalho. Em 12 meses, o índice final subiu 6,0%, a maior alta desde 2022.

A forte alta de preços de bens finais também foi puxada por gasolina, que apresentou alta de 15,6% no mês, contribuindo para o avanço do índice de forma significativa.

OPEC reduz previsão de demanda para 2026

A OPEC revisou para baixo sua projeção de demanda global neste ano, ainda assim estimando crescimento de 1,2 milhão de bpd em 2026. O grupo manteve expectativa de alta na demanda de OECD, mas revisou para baixo o total mundial.

A organização também elevou a previsão de crescimento da demanda para 2027 em cerca de 200 mil bpd. Entre os membros, a UAE saiu do bloco, mantendo Saudi Arábia, Iraque e Irã entre os signatários.

Impactos na agricultura britânica

No Reino Unido, a média de perdas para o agricultor de trigo pode chegar a 70 mil libras na safra de 2027, diante de custos elevados pela guerra e dificuldades de suprimento. A análise indica espaço para decisões complexas de manejo de áreas.

A Central Association for Agricultural Valuers aponta que preços de fertilizantes, energia e clima extremos agravam a margem de lucro, levando a possíveis quebras de plantio. A conjuntura aumenta incertezas sobre o setor.

Repercussões fiscais no Reino Unido

Especialistas avaliam que a guerra no Irã reduziu a margem de manobra fiscal do governo britânico em pelo menos 11 bilhões de libras, segundo um relatório de economia da Morgan Stanley. O estudo aponta menor espaço para políticas expansionistas.

A avaliação cita correção de trajetórias de juros e crescimento, além de impactos sobre inflação e custo devida pública. Analistas destacam a necessidade de ajustes orçamentários de forma neutra.

Conclusões provisórias

As análises destacam que o mercado de petróleo permanece volátil, com impactos amplos em preços, inflação e políticas fiscais. A situação demanda monitoramento constante de estoques, demanda global e geopolítica.

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