- EUA e China avaliam reduzir tarifas em cerca de US$ 30 bilhões no comércio bilateral, inicialmente de forma gradual, em bens não sensíveis.
- A ideia é criar um mecanismo de comércio administrado para ampliar trocas sem comprometer questões de segurança nacional.
- O tema inclui o chamado Conselho de Comércio, citado pela primeira vez em março, e pode entrar na pauta da cúpula entre Trump e Xi Jinping.
- Mudança de postura dos EUA: não é mais exigido que a China mude seu modelo econômico; o foco passa a ser metas numéricas em setores não estratégicos.
- Enquanto isso, os EUA manteriam tarifas amplas e controles de exportação sobre tecnologias sensíveis, buscando maior equilíbrio comercial entre os dois países.
De acordo com a Reuters, os EUA e a China devem avançar nesta semana, ainda que de forma gradual, rumo a um mecanismo de comércio administrado para bens não sensíveis. A ideia é destravar volumes comerciáveis sem comprometer questões de segurança nacional.
Cada lado já mapeou aproximadamente US$ 30 bilhões em produtos com potencial de redução de tarifas e aumento das trocas. O objetivo é ampliar as vendas mútuas dentro de limites que não toquem a segurança estratégica.
Conselho de Comércio em pauta
O chamado Conselho de Comércio foi citado pela primeira vez em março pelo representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e aparece como possível ponto de consenso na cúpula entre Trump e Xi Jinping.
Mudança de postura dos EUA
Diferente de negociações anteriores, Washington não exige que Pequim mude seu modelo econômico para se aproximar do americano. O foco passa a ser metas numéricas em setores não estratégicos, mantendo tarifas amplas e controles de exportação sobre tecnologias sensíveis.
Mecanismo como adaptador
Greer descreveu o novo formato como um “adaptador” entre dois sistemas econômicos considerados incompatíveis, indicando a busca por equilíbrio no comércio bilateral sem reformas radicais na governança chinesa.
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