- O painel da São Paulo Innovation Week discutiu o futuro do trabalho, destacando liderança e cultura como determinantes do sucesso, com a tecnologia atuando como motor.
- Segundo André Luiz Said, o impacto depende mais de quem comanda as ferramentas do que das próprias ferramentas, enfatizando liderança capaz de lidar com o desconhecido.
- Adriana Mendonça destacou a importância do “apetite ao risco” e de um ambiente de segurança psicológica para estimular inovação aberta e engajamento dos times.
- Carlos Alecrim defendeu que a verdadeira zona de conforto é onde o talento flui naturalmente, ligando retenção de talentos a prazer e pertencimento à marca.
- Em IA, houve alerta sobre dependência: a ferramenta deve potencializar pessoas, não substituí-las; futuras carreiras tenderão a ser empreendedoras, com a habilidade de construir confiança sendo o diferencial humano.
O painel da São Paulo Innovation Week reuniu líderes de RH e inovação para discutir o futuro do trabalho. Entre os convidados estavam Éder Monteiro, da MasterSense, André Luiz Said, da Torrent Pharma, Adriana Mendonça, da W1 Inc., e Carlos Alecrim, da NOUS Global. O debate ocorreu durante o SPIW 2026, realizado em São Paulo. A discussão destacou que tecnologia é motor, mas liderança e cultura definem o sucesso ou o colapso operacional.
Para Said, o impacto não vem das ferramentas, mas de quem as comanda. Ele ressaltou que decisões políticas e econômicas podem mudar o cenário rapidamente e que liderança precisa lidar com o desconhecido e o medo. Mendonça ampliou o ponto ao falar de *apetite ao risco* e do papel de um ambiente seguro psicologicamente para a inovação.
Carlos Alecrim trouxe a visão de que a zona de conforto não é acomodação, mas o espaço em que o talento naturalmente floresce. A líder enfatizou que gerações mais novas não aceitam controles rígidos e buscam propósito, bem-estar e uma visão integrada de eficiência e humanidade.
IA como ferramenta, não refúgio
Éder Monteiro alertou para a *armadilha da dependência* da IA, citando candidatos que usam leitura de respostas em tempo real em entrevistas. Ele recomendou uso responsável da tecnologia, sem abrir mão do pensamento crítico.
Alecrim completou com uma previsão prática: muitos terão uma carreira empreendedora em algum momento, seja por desejo ou necessidade. A IA pode substituir funções, mas não pessoas que sabem orquestrar relações e construir confiança. O diferencial humano, portanto, continua a residir na compreensão do negócio e na assinatura de quem realmente sente a empresa.
O SPIW 2026 contou com participação de representantes de grandes empresas, startups, centros de pesquisa, investidores e governos. O objetivo é esclarecer impactos da tecnologia na educação, saúde, finanças e outros setores, promovendo debates sobre o futuro do trabalho.
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