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Governo anuncia subsídio de R$ 0,89 por litro de gasolina para conter alta

Governo anuncia subsídio de 0,89 reais por litro de gasolina para conter alta, com impacto ao consumidor estimado em cerca de 0,62 real por litro; Congresso não avança com PEC sobre receitas do petróleo

Relator da PEC 32/2022, senador Alexandre Silveira (PSD-MG), concede entrevista.
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  • O governo anunciou subvenção federal de R$ 0,89 por litro de gasolina para produtores e importadores, diante da alta do petróleo no mercado internacional.
  • O desconto efetivo ao consumidor fica em torno de R$ 0,62 por litro, devido à mistura obrigatória de 32% de etanol na gasolina.
  • A medida surge após tensões no mercado global provocadas pela guerra entre Estados Unidos e Irã, que afeta rotas de transporte da commodity.
  • A Petrobras sinalizou reajuste próximo nas refinarias; a presidente Magda Chambriard afirmou que o aumento ocorreria “já, já”.
  • O Planalto adotou a medida emergencial enquanto não avança no Congresso a proposta sobre receitas do petróleo, relacionada à PEC 32/2022, enviada em abril com regime de urgência.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira a aplicação de uma subvenção federal para produtores e importadores de combustíveis, para conter a alta do petróleo no mercado internacional. A medida prevê um desconto de R$ 0,89 por litro de gasolina.

O impacto direto para o consumidor é menor, estimado em cerca de R$ 0,62 por litro, por conta da mistura obrigatória de 32% de etanol na gasolina vendida nos postos. A diferença entre subsídio e preço ao consumidor depende da composição do combustível.

A iniciativa ocorre em meio ao aumento global do petróleo, impulsionado por tensões entre Estados Unidos e Irã, que afetaram rotas de transporte da commodity. A Petrobras já havia sinalizado reajuste próximo nas refinarias.

Contexto e motivações

Inicialmente, o governo avaliou utilizar receitas extraordinárias do petróleo para compensar a redução de tributos sobre combustíveis, por meio de projeto de lei complementar enviado à Câmara em abril. O regime de urgência foi aprovado, mas o avanço do mérito permanece incerto.

Diante da falta de perspectiva de aprovação rápida, o Planalto optou pela medida emergencial para reduzir o impacto do reajuste ao consumidor, enquanto o Congresso não avança com a proposta. A Petrobras confirmou que aguardava reajustes, destacando a necessidade de equilíbrio entre preço e funcionamento da frota.

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