Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governo arrecadou R$ 8,2 bi com ‘taxa das blusinhas’ antes de encerrar cobrança

Governo arrecadou R$ 8,2 bilhões com a taxa de importação de 20% para compras até US$ 50; fim da cobrança pode reduzir receita em quase R$ 5 bilhões por ano

'Taxa das blusinhas' foi aplicada por 21 meses; média mensal de arrecadação foi de R$ 393 milhões
0:00
Carregando...
0:00
  • Em dois anos, a “taxa das blusinhas” arrecadou 8,2 bilhões de reais com a tarifa de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50; o imposto foi zerado nesta semana pelo presidente Lula.
  • Especialistas estimam que a suspensão pode reduzir a arrecadação em quase 5 bilhões de reais por ano.
  • A arrecadação total com o imposto foi de 2,8 bilhões de reais em 2024, 4,7 bilhões em 2025 e 1,8 bilhão de janeiro a abril de 2026; abril teve o quinto maior valor desde o início da cobrança.
  • A decisão ocorreu perto das eleições e gerou críticas de setores da indústria, que veem ganho para importadores e risco de perda de empregos em pequenas empresas.
  • Mesmo com o fim da cobrança federal, o ICMS estadual sobre importações continua, variando de 17% a 20% conforme o estado.

Em dois anos de vigência, a chamada taxa das blusinhas rendeu à União 8,2 bilhões de reais com a cobrança de importação de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares. A tarifa foi zerada nesta semana pela decisão do presidente Lula. Especialistas ouvidos pelo portal reforçam que o fim do imposto pode reduzir a arrecadação em quase 5 bilhões de reais por ano.

Entre agosto de 2024 e abril deste ano, a média mensal de arrecadação ficou em 393 milhões de reais, informou a Receita Federal. O valor representa 137% a mais do que a média de 165,7 milhões de reais registrada nos sete primeiros meses de 2024, quando ainda não havia a cobrança.

Em 2024, o imposto movimentou 2,8 bilhões de reais, com a maior parte dos recursos entrando a partir de agosto. Em 2025, a arrecadação totalizou 4,7 bilhões. De janeiro a abril de 2026, o imposto gerou 1,8 bilhão de reais para a Receita Federal, até o fim do período de apuração.

Impactos da revogação e avaliações

Em abril, último mês de apuração, a arrecadação ficou em 461,9 milhões de reais, o quarto maior valor registrado desde o início da tarifa. A decisão de zerar a cobrança ocorreu em meio a críticas de consumidores e de plataformas de comércio internacional, que argumentavam que o imposto prejudicava produtos de baixo custo.

A indústria criticou a medida. A Confederação Nacional da Indústria afirmou que a isenção oferece vantagem a fabricantes estrangeiros e aumenta o risco de desemprego entre micro e pequenas empresas, ao reduzir a competitividade da produção nacional.

Ainda que o imposto federal tenha sido suspenso, o ICMS estadual permanece incorrido sobre as compras internacionais, variando entre 17% e 20% conforme o estado. Estados com alíquotas de 17% incluem São Paulo, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, entre outros; 20% aparecem em Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, e mais alguns.

Impacto no consumidor e na arrecadação futura

Especialistas destacam que a medida pode reduzir custos no curto prazo para o consumidor, mas aponta para queda significativa de receita, estimada em até 5 bilhões de reais por ano. A mudança é vista como um movimento de ajuste fiscal, com possíveis consequências para as contas públicas.

Profissionais do setor afirmam que a renúncia fiscal representa um desafio para o equilíbrio das contas públicas, podendo exigir medidas compensatórias previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. A OAB-DF também ressaltou que, na prática, a tributação anterior não despendia de forma contundente o interesse por compras internacionais.

Levantamento recente indicou efeitos assimétricos para as famílias: entre agosto de 2024 e abril de 2025, o volume de pedidos das classes C, D e E caiu 35%, enquanto a retração entre as classes A e B ficou em 11%, demonstrando impacto desigual sobre o consumo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais