- Estudantes com dívidas do Fies vão poder renegociar contratos a partir de quarta-feira (15), com descontos de até 99%.
- Descontos podem atingir até noventa e nove por cento sobre o valor do débito.
- Participam contratos firmados até 2017; a expectativa é que mais de um milhão de alunos negociem.
- Economista Ricardo Hammoud afirma que a medida pode ter impacto político, servindo a atrair eleitores e ampliar a popularidade do governo.
- A renegociação pode ajudar a manter o nome limpo, facilitando acesso a financiamentos no futuro.
O governo abriu a renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) a partir desta quarta-feira, 15. Os contratos podem receber descontos de até 99% sobre o débito, conforme as regras da renegociação.
Os beneficiários são estudantes com dívidas do Fies, com contratos firmados até 2017. O Ministério da Educação aposta que mais de um milhão de alunos poderão renegociar seus débitos sob as novas condições.
A medida prevê descontos significativos e opções de pagamento em parcelas, com o objetivo de facilitar a regularização de pendências. A faixa de adesão e as condições específicas variam conforme o perfil de cada contrato.
Entre os critérios, estão os contratos concluídos até 2017 e a possibilidade de quitação com redução do saldo, inclusive para cobranças em atraso. A meta administrativa é ampliar a recuperação de créditos e reduzir obstáculos de acesso a crédito para os estudantes.
O Fies foi criado para financiar estudos superiores, com o pagamento do financiamento após a conclusão do curso. A renegociação busca maior previsibilidade de fluxo financeiro para o programa e para os cadastros dos estudantes, bem como a possibilidade de retorno ao mercado de crédito para os beneficiários.
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