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Governo subsidia gasolina e diesel para conter inflação antes das eleições

Governo aprova subsídios a gasolina e diesel para conter inflação antes das eleições, com gasto de até R$ 2,9 bilhões por mês por dois meses

Programa terá duração de dois meses e poderá ser prorrogado se necessário. (Foto: Francesca Gennari/Bloomberg)
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  • Governo vai subsidiar gasolina e diesel em até R$ 2,9 bilhões por mês, por dois meses, com possibilidade de prorrogação.
  • Medida provisória foi publicada para conter a inflação afetada pela guerra no Irã e sustentar a popularidade de Lula antes das eleições de outubro.
  • Subsídio abrange combustíveis de produção doméstica e importados e permite que a Petrobras reajuste preços.
  • O governo já anunciou cortes de impostos e subsídios desde o início do conflito, somando até R$ 13 bilhões.
  • Medidas anteriores zeraram impostos sobre biodiesel e combustível de aviação; o apoio visa compensar volatilidade dos preços internacionais.

O governo brasileiro anunciou subsídios adicionais a combustíveis para conter a inflação resultante da guerra no Irã e manter o apoio popular do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes das eleições de outubro. O foco é a gasolina e o diesel, tanto de produção nacional quanto importados.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o programa prevê gasto de até 2,9 bilhões de reais por mês. Os recursos financiarão os subsídios por dois meses, com possibilidade de prorrogação se necessário. A medida foi criada por meio de medida provisória na quarta-feira (13).

O benefício atende gasolina e diesel e valerá independentemente da origem do combustível, visando reduzir pressões de preço no varejo. A iniciativa surge em meio a ações anteriores do governo para mitigar a inflação, que já somaram cortes de impostos e subsídios em várias áreas.

Detalhes operacionais e atores envolvidos

A medida permite que a Petrobras ajuste preços conforme necessário, sem comprometer o objetivo de evitar repasse imediato da volatilidade internacional aos consumidores. A estatal vinha segurando reajustes para evitar sustos no consumidor.

Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, informou que não haverá descumprimento de regras fiscais e destacou que a arrecadação acompanha a alta internacional do petróleo. O governo também tem reiterado o papel dos subsídios nas contas públicas.

A iniciativa também coincide com a continuidade de ações anteriores do governo, que reduziram impostos sobre biodiesel e combustível de aviação e apoiaram a produção de diesel doméstico. Médias sobre importação de gás de cozinha foram mantidas em 2023.

Contexto político e cenário eleitoral

A medida foi publicada após negociações atrasadas no Congresso, que divergiam sobre ampliar incentivos a outros setores. Com o impasse, o governo optou por editar a medida provisória, que entra em vigor de imediato, para evitar novo atraso.

A indefinição legislativa ocorreu antes das eleições de outubro, quando Lula é candidato à reeleição. O objetivo oficial do governo é preservar a estabilidade de preços e, ao mesmo tempo, sustentar a popularidade do governo durante o período eleitoral.

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