- A IA deve exigir um novo modelo operacional nas empresas, com foco em produtividade e menos tarefas repetitivas.
- Profissionais passarão a atuar como orquestradores de inteligência, lidando com gestão e aspectos criativos ao invés de atividades mecânicas.
- Para PMEs, a IA permite acesso a ferramentas de gestão e atendimento antes restritas a grandes players, ampliando o alcance de serviços.
- O medo de desemprego é visto como falso; quem souber usar IA tende a ter valorização salarial e avançar na carreira.
- O tema aponta para organizações mais enxutas, com equipes pequenas (em torno de quatro a cinco pessoas) que saibam orquestrar IA para competir com gigantes.
A inovação disruptiva da inteligência artificial (IA) ganha espaço no São Paulo Innovation Week 2026. Em uma das primeiras palestras, Rafael Siqueira, líder da McKinsey Technology para a América Latina, discutiu o que a IA muda no dia a dia das empresas. O foco é menos na adoção de plataformas e mais na transformação do modelo operacional.
Segundo ele, o verdadeiro impacto ocorre na prática operacional das organizações. A produtividade ganha prioridade, e profissionais passam de executores de tarefas repetitivas a orquestradores de inteligência, dedicados a gestão e criação.
Mudança de modelo e produtividade
Siqueira ressaltou que as PMEs encontram novos caminhos com a IA. Grandes corporações atingem mercados antes inacessíveis sem depender de escala humana, enquanto pequenas empresas ganham acesso a ferramentas de gestão e atendimento, antes privilégio de gigantes.
Essa lógica cria uma via de mão dupla: maior escala para as grandes empresas e democratização de ferramentas para PMEs, fortalecendo o ecossistema como um todo. A tendência é de operações mais enxutas e eficientes.
Substituição x valorização profissional
Em entrevista ao The BRIEF/TecMundo, o especialista descartou o cenário de desemprego automático. Quem souber usar IA tende a obter vantagem, enquanto quem não acompanhar fica para trás. A expectativa é de valorização salarial para profissionais qualificados.
A prática aponta para o fim das tarefas mecânicas: a IA absorve esse trabalho e realinha o papel do gestor para observação estratégica. O movimento é entendido como um upgrade profissional, não como cortes.
Empresas menores com grande impacto
Outra linha discutida aponta para organizações altamente eficientes com quadros reduzidos. No Vale do Silício já se observa competição entre empresas com poucos funcionários e grandes corporações. A mensagem é de que grupos pequenos bem guiados pela IA podem liderar.
Siqueira aposta em equipes de 4 a 5 pessoas que saibam orquestrar IA como protagonistas dos próximos anos. A capacidade de coordenar tecnologia pode redefinir o conceito de competitividade no mercado atual.
O São Paulo Innovation Week 2026 segue até esta semana, reunindo líderes, pesquisadores e investidores. O evento aborda tecnologia, ciência, educação, saúde e finanças, com debates sobre impactos da IA na economia brasileira.
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