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IA redefine o recrutamento, entre desinformação e eficiência

Especialistas dizem que IA redefine recrutamento; empresas passam a medir habilidades cognitivas e socioemocionais para reduzir contratações inadequadas em até 30%

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  • A inteligência artificial está mudando o recrutamento, com candidatos e empresas usando IA para otimizar perfis e vagas, respectivamente.
  • Especialistas defendem medir habilidades cognitivas e socioemocionais, em vez de depender apenas de currículo e entrevista, para driblar vieses da IA.
  • No São Paulo Innovation Week, participantes destacaram que o mercado passa a exigir critérios mais objetivos e menos exageros no currículo.
  • Uma empresa informou ter reduzido em 30% o número de contratações que não davam certo no último ano ao adotar um processo de avaliação mais robusto.
  • O debate ficou conhecido como “corrida armamentista” entre IA contra IA, ressaltando a necessidade de critérios de avaliação mais eficazes no processo seletivo.

O avanço da inteligência artificial está mudando o mercado de recrutamento. Em debate durante o São Paulo Innovation Week, executivos e especialistas discutiram como perfis podem ser otimizados pela IA e como as empresas avaliam habilidades além do currículo. O objetivo é reduzir distorções e elevar a qualidade das contratações.

Bruno Rabin, COO da SkillCert, afirmou que cresce a desconfiança no processo seletivo. Segundo ele, a IA é usada para otimizar perfis e vagas, gerando uma espécie de corrida entre IA e IA nos métodos de contratação. O Fórum ocorreu entre quarta e sexta-feira, no Pacaembu e na Faap, em São Paulo.

Marc Sangarné, cofundador da Jota, reforçou a ideia de que a indústria tende a entregar o que a IA pede no perfil. Ele destacou a necessidade de medir competências reais para não depender apenas do currículo e da entrevista. Participaram especialistas nacionais e internacionais de diversas áreas.

Novas estratégias no recrutamento

A indústria passa a adotar um funil de contratação reformulado, priorizando habilidades cognitivas e socioemocionais. Em 12 meses, a empresa registrou queda de 30% em contratações sem resultado esperado, segundo dados apresentados pelo executivo.

De acordo com Rabin, estratégias que apenas elevam métricas de línguas ou de diplomas não são suficientes. A prática recomenda que decisões de contratação envolvam avaliações mais profundas de capacidades, em vez de depender unicamente do currículo.

O debate apontou para uma mudança de foco: medir, testar e validar habilidades dos candidatos em etapas que vão além da entrevista tradicional. A ideia é transformar o processo seletivo em uma avaliação mais completa da aptidão.

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