- Inadimplência atinge 74,82 milhões de brasileiros em abril, correspondendo a 44,69% da população adulta e estabelecendo recorde.
- Número de inadimplentes subiu 0,81% de março para abril; comparado a abril do ano anterior, há alta de 9,25%.
- Dívida média por inadimplente é de R$ 5.111,64; cada devedor tem dívidas com cerca de 2,34 empresas, e 41,75% possuem débitos de até R$ 1.000.
- Maior concentração de inadimplentes fica entre 30 e 39 anos (23,63%), totalizando 18,23 milhões; mais da metade dessa faixa está negativada.
- Região Norte apresenta o maior percentual de inadimplentes (48,58%); Água e Luz tiveram alta de 22,38% nas dívidas, enquanto bancos respondem por 66,65% do total.
A inadimplência no Brasil atingiu 74,82 milhões de consumidores em abril, segundo o Indicador da CNDL e do SPC Brasil. O dado representa 44,69% da população adulta e marca mais um recorde mensal. Em relação a março, houve alta de 0,81%, e frente a abril do ano passado, o crescimento foi de 9,25%.
O levantamento reúne dados sobre dívidas e devedores, com média de responsabilidade de 5.111,64 reais por inadimplente. Cada pessoa endividada deve, em média, a 2,34 credoras diferentes. Ainda assim, 41,75% têm dívidas de até 1.000 reais.
O perfil dos inadimplentes mostra concentração entre 30 e 39 anos, representando 23,63% do total, o que soma 18,23 milhões de pessoas. Mais da metade dos nessa faixa etária está negativada. Não há diferença significativa entre homens e mulheres endividados.
Região e setor
Na distribuição regional, a região Norte concentra o maior índice de inadimplência, com 48,58% da população adulta negativada. No Sul, esse indicador fica em 40,69%. A divisão por setor credor aponta os bancos como detentores de 66,65% do total de dívidas.
O que pesou em abril
Entre março e abril, o total de dívidas subiu 1,94%. O maior peso veio das dívidas com Água e Luz, que avançaram 22,38%. Em seguida ficaram as dívidas de Comunicação (17,73%), Bancos (16,47%) e Comércio (2,35%).
Para Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil, sair da inadimplência exige planejamento: listar dívidas, priorizar aquelas com juros mais altos e avaliar a capacidade real de pagamento. A orientação é buscar acordos que realmente caibam no orçamento e evitar o crédito rotativo até restabelecer o equilíbrio financeiro.
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