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INSS não fiscalizará a pejotização

STF pode liberar pejotização, abrindo brecha para evasão previdenciária e queda na arrecadação do INSS

Rômulo Saraiva
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  • STF deve julgar se é válida a contratação de trabalhador autônomo ou pessoa jurídica para prestação de serviços, a prática conhecida como pejotização, e se a Justiça do Trabalho é competente para decidir sobre o tema.

  • A decisão pode comprometer a arrecadação da Previdência Social, já que a pejotização em massa reduz a participação de celetistas na base de contribuição.

  • Dados de 2025 apontam que o Brasil tem cerca de 102 milhões de pessoas ocupadas; entre elas, 39,2 milhões são empregados com carteira assinada no setor privado, 5,8 milhões são trabalhadores domésticos e 38,2 milhões atuam de forma informal.

  • Se a pejotização for legalizada, contratos via CNPJ podem evitar encargos trabalhistas, acarretando menor recolhimento de contribuição previdenciária.

  • A situação preocupa a Previdência, que já enfrenta dificuldades de fiscalização e cobrança, podendo sofrer queda de arrecadação com o aumento de pessoas jurídicas atuando como prestadores de serviços.

O STF vai julgar a validade da pejotização, prática de contratar como pessoa jurídica em substituição à CLT. A decisão pode impactar a arrecadação da Previdência Social, já que o entendimento sobre a legalidade dessas contratações altera a contribuição previdenciária. O tema envolve a Justiça do Trabalho e a Suprema Corte, com desdobramentos para o INSS.

Pejotização é a substituição de contratos formais por vínculo PJ. Quando usado de forma distorcida, o modelo é considerado fraude. O caso discutido pelo STF envolve se a contratação de um trabalhador como pessoa jurídica é compatível com a legislação trabalhista e qual órgão tem competência para julgar a matéria.

Membros do governo e especialistas já apontaram riscos à Previdência caso a prática ganhe embasamento legal. O ministro do Trabalho e Emprego já destacou que a pejotização desenfreada pode afetar o equilíbrio financeiro do sistema previdenciário. A decisão pode mudar o cenário de contratos em atividades com alta informalidade.

Dados de 2025 da PNAD Contínua do IBGE indicam cerca de 102 milhões de pessoas ocupadas no Brasil, com 39,2 milhões de empregados formais no setor privado, 5,8 milhões de trabalhadores domésticos e 38,2 milhões atuando de forma informal ou como autônomos. A depender do veredito, parte dessas atividades poderá migrar para regras de PJ.

Caso o STF firme a validade da pejotização, a arrecadação da Previdência pode sofrer abalos. A explicação é simples: centenas de milhares de contratos PJ podem reduzir a parcela de trabalhadores celetistas, cuja contribuição é descontada diretamente na folha de pagamento. A fiscalização, porém, permanece um desafio.

A discussão envolve ainda a competência da Justiça do Trabalho para decidir sobre esses temas, bem como a possibilidade de reforçar mecanismos de fiscalização contra a evasão previdenciária. O tribunal precisa estabelecer diretrizes para diferenciar fraude de contratação legítima entre trabalhadores autônomos e pessoas jurídicas.

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