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Itaú Tech: unicorn em cinco minutos e a ambição de startups latinas

Debate em Nova York mostra que a expansão internacional de startups latino-americanas depende de produto, execução e maturidade, não de status

No Itaú Tech, o unicórnio por cinco minutos e a ambição das startups latinas de escalar o mundo
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  • O Itaú BBA promoveu em Nova York um debate sobre a internacionalização de startups latino‑americanas, destacando foco no produto, na execução e no cliente.
  • Participantes discutiram momento certo de expansão, papel dos investidores e vantagens de operar em mercados complexos, como Brasil, México e Argentina.
  • O caso da Enter — primeiro unicórnio de IA da América Latina — foi citado para ilustrar que alcançar esse status é apenas um passo, com foco em entregar valor real.
  • Eventos mostraram a importância de investidores como alavanca da execução e a necessidade de musculatura para lidar com logística, tributação e pagamentos no exterior.
  • Outros temas: estratégias de expansão internacional de empresas de mídia/tecnologia, e a visão de que execução, timing e confiança entre fundadores e investidores são determinantes para escalar globalmente.

O Itaú BBA promoveu, em Nova York, um debate sobre a internacionalização de startups latino‑americanas. O foco foi transformar tração local em escala global, mantendo o produto, a execução e a relação com clientes. Participaram fundadores em diferentes estágios de expansão.

A discussão indicou que ir ao exterior é decisão de produto e amadurecimento, não meta automática. Foi citado que abrir mercados como México, Colômbia e Chile exige preparo prévio e foco no cliente. Investidores foram apresentados como alavanca, não substitutos da operação.

Além disso, o encontro destacou que atuar em ambientes complexos cria musculatura logística, tributária e de pagamentos para cenários adversos. O evento reuniu executivos e investidores para compartilhar aprendizados.

O unicórnio por “cinco minutos”

Recentemente a Enter tornou‑se o primeiro unicórnio latino de IA, com captação de US$ 100 milhões e avaliação de US$ 1,2 bilhão. A rodada foi liderada pelo Founders Fund, com participação de Sequoia, Kaszek, ONEVC e outros.

Mateus Costa-Ribeiro, CEO, afirmou que a celebração durou apenas cinco minutos, pois o objetivo não é status. A meta é entregar valor real e sustentar crescimento de longo prazo.

Quebra de protocolo e doação

No painel de investimento social, Diego Barreto, CEO do iFood, questionou regras ao convidar Felipe Whitaker, do Mercado Bitcoin, para falar sobre tokenização. O objetivo foi explicar a transferência de recursos para o Favela 3D, projeto da Gerando Falcões.

Barreto ainda mencionou que políticas públicas não devem se basear apenas em afetos ou doações, ressaltando a importância de ações consistentes com impacto social efetivo.

Broadcasting ao vivo

A LiveMode, com a CazéTV e Casimiro Miguel, revelou planos de ampliar o formato para mercados internacionais. O projeto soma 40 a 50 milhões de usuários únicos mensais no Brasil e cobertura de eventos globais.

Em Portugal, a empresa testou a replicação cultural e operacional. Edgard Diniz, CEO, disse que o sucesso no Brasil facilita a expansão, com apoio de marcas e plataformas digitais.

Suor do fundador

Entre os debatedores, a visão de Alejandro Vásquez valoriza a rede de investidores para expansão externa, enquanto Sebastian Mejia enfatiza o peso do esforço do time fundador na construção da empresa.

Mejia destacou que parceiros são úteis, mas o trabalho da equipe e do fundador é determinante para o crescimento sustentável.

No banco do passageiro

Gabriel Braga, CEO do Quinto Andar, ouviu Nicolas Szekasy, Kaszek, enfatizar a importância da execução, do timing e da confiança entre as partes. A gestão para o longo prazo sustenta apostas ambiciosas.

Szekasy reiterou que o volante permanece com o fundador, enquanto investidores atuam como apoio estratégico para a trajetória global.

Modelo como cérebro de decisões

A discussão sobre IA destacou o uso de dados proprietários como principal insumo decisório. Bruno Pierobon, da NeoSpace, apontou a transição de prever para prescrever ações com base em transações e comportamentos de clientes.

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