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Licenças ambientais para biogás em SP triplicam

Licenças para biogás e biometano em SP sobem 235% entre 2024 e 2025, alavancando investimentos e expansão de plantas

Usina de Captacao de biogas - em primeiro plano - e de biometano (branca, em segundo plano): projetos em alta em SP
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  • Licenças ambientais para projetos de biogás e biometano em São Paulo cresceram 235% entre 2024 e 2025, de 26 para 87.
  • Entre as licenças, 53 são para produção de biogás/biometano e 34 para consumo próprio; no biometano, foram emitidas nove licenças (10% do total).
  • Investimento significativo impulsionando o setor: parceria entre Orizon e Edge, do grupo Cosan, para a Onebio, de 450 milhões de reais, em Paulínia; empresas como Natura, Nissin Foods, Embraer e Unilever já utilizam o biometano em fábricas.
  • Avanços regulatórios paulistas ampliaram segurança jurídica e previsibilidade, com diretrizes padronizadas para avaliação de etapas da cadeia do biometano.
  • Produção no estado está em crescimento: nove plantas autorizadas com capacidade de 755 mil metros cúbicos por dia, com previsão de chegar a 1 milhão de m³/dia; outras sete unidades aguardam autorização da ANP, com potencial adicional de cerca de 700 mil m³/d.

O número de licenças ambientais emitidas para projetos de biogás e biometano em São Paulo cresceu 235% entre 2024 e 2025, de 26 para 87, segundo levantamento da Cetesb com exclusividade ao Broadcast. As licenças contemplam produção de biometano e consumo próprio.

A maioria das autorizações diz respeito à produção para o combustível, com 53 licenças, e 34 para uso interno. Entre as licenças de biometano, foram emitidas nove (cerca de 10% do total). O crescimento acompanha investimentos privados na transição energética.

Panorama de investimentos e aplicações

A expansão ocorre em meio a parcerias privadas, como a da Orizon com a Edge (Cosan) para a Onebio, uma planta de biometano em Paulínia (SP) avaliada em R$ 450 milhões e que começou a operar em março. Grandes marcas já utilizam o combustível em operações industriais.

Distribuidoras de gás trabalham para incorporar biometano à rede. A Comgás e a Necta anunciaram iniciativas nesse sentido, enquanto a Ultragaz avança na comercialização de biometano comprimido para clientes industriais.

Regulação e ambiente de negócio

A Cetesb aponta que a aceleração das licenças resulta do amadurecimento das regras de licenciamento ambiental em São Paulo. Normas procedimentais passaram a guiar avaliação de captação, purificação, armazenamento e transporte do biometano.

O presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, afirma que o aumento não é apenas uma reação à demanda reprimida, e sim uma tendência regulatória favorável ao combustível. A melhoria regulatória visa destravar investimentos em projetos com capex relevante.

Visão institucional e investimento público

A secretária Natália Resende destaca que as normas mais estáveis trazem segurança jurídica e previsibilidade, estimulando investimentos. O governo também desenvolve uma estratégia climática para 2050, com foco em descarbonização e resiliência energética.

Estudos da Fiesp indicam potencial para atender até 50% da indústria paulista com biometano, reforçando o atrativo para projetos no estado. O diálogo com investidores aponta água, energia e segurança energética como fatores-chave.

Produção e capacidade atual

São Paulo conta hoje com nove plantas autorizadas, com produção estimada em 755 mil m³/dia e expectativa de chegar a 1 milhão de m³/dia ainda neste ano, segundo a Semil. Outros 7 empreendimentos aguardam autorização da ANP, com potencial de mais 700 mil m³/d.

Apesar do crescimento, o volume autorizado permanece abaixo do potencial estimado de até 6,4 milhões de m³/dia. A maior parte do potencial vem de resíduos sólidos e do setor sucroenergético, respondendo por 84% das plantas previstas.

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