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Lucro do Banco do Brasil cai 54% no 1º trimestre

Lucro líquido ajustado do Banco do Brasil cai 53,5% no 1º trimestre; inadimplência sobe para 5,05%, elevando provisões e pressionando ROE a 7,3%

O número ficou 17% abaixo do esperado pelo consenso de mercado reunido pelo BTG Pactual (Lucas Landau/Bloomberg/Getty Images)
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  • Banco do Brasil informou lucro líquido ajustado de 3,4 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, queda de 53,5% ante o mesmo período de 2025.
  • O resultado ficou 17% abaixo da expectativa de 4,1 bilhões de reais apurada pelo consenso do BTG Pactual.
  • A inadimplência da carteira de crédito chegou a 5,05% no 1T de 2026, frente a 3,63% há um ano.
  • As Provisões para Devedores Duvidosos somaram 18,9 bilhões de reais, alta de 85,8% em 12 meses.
  • O ROE ficou em 7,3%, queda de 9,4 pontos percentuais em relação ao 1T de 2025; a CEO citou medidas para enfrentar a inadimplência do agronegócio e aumento de judicializações.

O Banco do Brasil apresentou lucro líquido ajustado de 3,4 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, queda de 53,5% ante o mesmo período de 2025. O resultado ficou 17% abaixo da previsão de mercado, que apontava 4,1 bilhões, segundo consenso compilado pelo BTG Pactual. O desempenho reflete pressão pela inadimplência e aumento de provisões.

A instituição relatou alta da inadimplência na carteira de crédito, de 3,63% no 1T25 para 5,05% neste primeiro trimestre, um avanço de 1,4 ponto percentual em 12 meses. Na comparação trimestral, houve leve recuo de 0,1 p.p. na margem. Paralelamente, as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) subiram 85,8%, para 18,9 bilhões de reais.

Desempenho e contas

A rentabilidade medida pelo ROE foi de 7,3%, menor em 9,4 p.p. frente ao 1T25. Em relação ao 4T23, o recuo é de 5,1 p.p. A empresa aponta que o ciclo de inadimplência segue impactando resultados e que o efeito das provisões impacta a margem.

Estratégias para recuperação

A CEO Tarciana Medeiros afirmou que o banco tem adotado medidas para enfrentar a piora da inadimplência no agronegócio, ampliando garantias por alienação fiduciária e revisando as esteiras de cobranças. Ela informou ainda que, nos primeiros meses de 2026, o banco dobrou o número de judicializações versus todo o ano anterior, como parte de um esforço para a recuperação de ativos.

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