- A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32) busca reduzir importações, baratear o preço na bomba e fortalecer a agroindústria nacional.
- Em 2025, o Brasil importou cerca de 3,5 bilhões de litros de gasolina A; com a E32, seria possível substituir aproximadamente 1 bilhão de litros por etanol nacional.
- Em Paulínia, o litro de etanol anidro produzido está a R$ 2,79, enquanto a gasolina importada referenciada pelo preço de paridade de importação (PPI) fica em R$ 5,38, tornando o etanol metade do custo do derivado.
- A medida reduz a dependência de importação e a exposição a volatilidade internacional, incluindo o estreito de Ormuz.
- Entre os ganhos estão menor impacto ambiental, mais empregos e renda no interior do país e melhoria da balança comercial, com regulação para favorecer produção doméstica sem subsídios.
A elevação da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% impulsionaria a produção doméstica, reduziria a dependência de importações e apoiaria a agroindústria nacional. A medida, conhecida como E32, é debatida no Conselho Nacional de Política Energética com apoio do Ministério de Minas e Energia.
Segundo a ANP, o Brasil importou cerca de 3,5 bilhões de litros de gasolina A em 2025, patamar que persiste desde 2011. A mudança proposta substituiria aproximadamente 1 bilhão de litros desse volume por etanol nacional.
Em termos de custo, o etanol ao produtor está em R$ 2,79 por litro, enquanto a gasolina importada (referência PPI) fica em R$ 5,38. Com a E32, o etanol nacional representa metade do preço do derivado importado.
A potencial redução de importação atinge a cadeia logístic a: cerca de um terço da gasolina importada deixaria de chegar pelos portos, diminuindo exposição a câmbio, frete e prêmios internacionais.
A medida é apresentada como regulação inteligente, que não desloca a produção de gasolina local, mas reduz o peso da parcela mais cara da conta final do consumidor.
Entre os ganhos apontados estão o benefício ao bolso do consumidor, o fortalecimento da soberania energética, vantagens ambientais pela menor emissão de carbono e impactos positivos ao interior do país com mais moagem e emprego no campo.
O argumento central é simples: substituir importado caro por etanol produzido no Brasil, elevando a produção doméstica sem incentivar subsídios. O governo vê a E32 como caminho viável para equilíbrio entre preço, segurança e ambiente.
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