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Marcos Lisboa diz que inovação é processo gradual e depende de educação no SPIW

Marcos Lisboa, no São Paulo Innovation Week, diz que inovação é gradual, depende de educação de qualidade e de ambientes que fomentem IA no Brasil

Economista Marcos Lisboa diz que não há atalhos para o crescimento econômico durante sua participação no São Paulo Innovation Week
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  • Marcos Lisboa afirmou, no São Paulo Innovation Week, que a inovação é gradual, nasce de descobertas incrementais e depende de educação de qualidade e de ambientes que estimulam a criação de ideias.
  • O economista disse que não houve revoluções industriais rápidas e que a inteligência artificial evolui por gerações, começando a se disseminar entre as próximas gerações.
  • Para crescer, segundo ele, o Brasil precisa investir em educação e em ambientes de inovação, sem atalhos, pois a inovação é contínua.
  • Lisboa criticou políticas de subsídios a setores pouco competitivos e citou exemplos de sucesso que seguem o caminho da formação de pessoas e do conhecimento, como Porto Digital e Embrapa.
  • O São Paulo Innovation Week, promovido pelo Estadão e Base Eventos, ocorre no Pacaembu e na Faap de 13 a 15, reunindo palestrantes nacionais e internacionais.

Marcos Lisboa, economista e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, participou nesta quarta-feira (data do evento) do São Paulo Innovation Week. Ele defendeu que a inovação é gradual e depende de educação de qualidade, com ambientes que estimulam ideias, seja pelo Estado ou pela iniciativa privada.

Lisboa explicou que não houve revoluções industriais súbitas, destacando que a evolução tecnológica ocorre em gerações e gerações de patentes. Ele citou a IA como etapa que se desenvolve ao longo do tempo, com usos se tornando mais eficientes de uma geração para a outra.

Durante o painel Qual é a reforma que o Brasil mais precisa fazer e continua não tendo coragem de tocar?, mediado por Iona Szkurnik, o economista ressaltou que o país precisa investir em educação para ampliar a difusão de inovações. A criação de ideias é vista como motor de crescimento.

Para Lisboa, não há atalhos para o avanço econômico brasileiro: é necessário formar pessoas e estabelecer ambientes de inovação. Ele destacou que o Vale do Silício não existiria sem a Universidade de Stanford e criticou políticas de subsídios que não promovem competitividade.

O economista apontou exemplos locais de sucesso, como o Porto Digital de Recife e a Embrapa, defendendo a replicação de modelos que combinam educação, conhecimento e regulação adequada. A ideia é evitar o patrimonialismo e incentivar incentivos corretos.

O São Paulo Innovation Week é o maior festival global de tecnologia e inovação, promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos. O evento ocorre entre 13 e 15 de outubro, no Pacaembu e na Faap, reunindo mais de 2 mil palestrantes de diversas áreas.

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