- A Mazda adiou para 2029 o lançamento do seu primeiro carro elétrico desenvolvido pela própria marca, que seria inicialmente em 2027 e depois em 2028.
- O CEO Masahiro Moro informou que houve perdas bilionárias e a empresa reduziu pela metade o orçamento de eletrificação até 2030, de cerca de US$ 7,5 bilhões.
- A marca vai concentrar esforços em modelos híbridos entre 2028 e 2030, desenvolvendo três híbridos com a nova geração do motor Skyactiv‑Z; o CX‑5 híbrido de próxima geração deve chegar em 2027.
- Engenheiros e recursos antes destinados aos elétricos serão redirecionados para motores a combustão e sistemas híbridos.
- A Mazda continuará usando elétricos desenvolvidos pela chinesa Changan para atender mercados como Europa, Austrália e Sudeste Asiático (modelos EZ‑6 e EZ‑60); a previsão de vendas de elétricos passa a ser em torno de 15% do total, entre 200 mil e 250 mil unidades anuais.
A Mazda adiou novamente o lançamento do seu primeiro carro elétrico desenvolvido integralmente pela própria marca. O cronograma passou de 2027, depois para 2028, para 2029. A decisão foi anunciada durante a apresentação dos resultados financeiros.
A mudança faz parte de uma revisão global da estratégia de eletrificação da fabricante japonesa, após o CEO Masahiro Moro mencionar impactos financeiros bilionários. O cenário para EVs ficou menos favorável.
Durante a apresentação, Moro explicou que a Mazda reduziu drasticamente os investimentos em eletrificação para evitar prejuízos semelhantes aos de rivais. O aporte total caiu pela metade, de cerca de US$ 7,5 bilhões.
Estratégia de eletrificação
A empresa passa a concentrar esforços em modelos híbridos entre 2028 e 2030, com três novos híbridos próprios em desenvolvimento. O motor Skyactiv-Z quatro cilindros deve trazer maior eficiência térmica e menor consumo.
A próxima geração do CX-5 híbrido deve estrear em 2027, integrando o novo conjunto híbrido. Parará o desenvolvimento de plataformas 100% elétricas próprias para focar em combustão e híbridos.
Parcerias e planos globais
Enquanto adianta o EV próprio, a Mazda ampliará o uso de veículos elétricos desenvolvidos na China para mercados como Europa, Austrália e Sudeste Asiático. EZ-6 e EZ-60 devem representar esse papel internacional.
A parceria com a Changan Automobile também ganha peso na nova estratégia. A marca japonesa mantém o foco na China para abastecer parte de sua linha de elétricos de forma escalonada.
Perspectivas de mercado
A meta de elétricos encolheu: de 25% a 40% das vendas globais até 2030 para cerca de 15%, entre 200 mil e 250 mil unidades anuais. A decisão reflete a desaceleração da demanda por EVs em alguns mercados.
O movimento da Mazda segue tendência de outras montadoras que revisam cronogramas de eletrificação total e fortalecem estratégias híbridas para conter custos. A empresa não informou novas datas para o lançamento do EV próprio.
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