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Mitre mira entrada no Minha Casa Minha Vida após recorde de vendas na alta renda

Mitre Realty entra no MCMV como sócia passiva, com dois terrenos avaliados em VGV total de R$ 600 milhões e lançamentos previstos para 2027

São Paulo: incorporadora paulistana se prepara para entrar no MCMV como sócia passiva
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  • Mitre Realty prepara entrada no Minha Casa Minha Vida como sócia passiva em projetos de parceiro especializado, com lançamentos previstos para o início de 2027; o nome do parceiro deve ser divulgado em breve.
  • A empresa já comprou dois terrenos com Valor Geral de Vendas estimado em R$ 600 milhões, enquadrados na faixa três do MCMV.
  • A estratégia inclui manter foco no segmento de alta renda, com dois lançamentos esperados em 2026 somando cerca de R$ 800 milhões em VGV, além de possível terceiro projeto no quarto trimestre.
  • No primeiro trimestre de 2026, a Mitre registrou lucro líquido de R$ 18,4 milhões, com margem bruta ajustada de 34,9% e margem bruta contábil de 28,5%.
  • O VGV do período foi de R$ 917 milhões, concentrado em um único empreendimento de alto padrão em Pinheiros, e a empresa destacou melhoria contínua dos índices operacionais desde 2024.

Mitre Realty planeja entrar no Minha Casa Minha Vida (MCMV) como sócia passiva, dando início a uma nova etapa no segmento econômico. A operação deve ocorrer com projetos desenvolvidos por um parceiro especializado, que será anunciado em breve. O plano é lançado para 2027.

A empresa já adquiriu dois terrenos com VGV estimado em R$ 600 milhões, inseridos na faixa 3 do programa. A estreia no MCMV integra uma pivotagem estratégica para ampliar o landbank nesse segmento, sem afastar o foco nos imóveis de maior renda.

Fabrício Mitre, CEO, afirma que a companhia enxerga potencial no mercado econômico e pretende ampliar o portfólio até o final do ano. Atualmente, 70% do negócios está na alta renda, enquanto 30% está na média renda.

Desempenho financeiro e perspectivas

No primeiro trimestre de 2026, a Mitre atingiu lucro líquido de R$ 18,4 milhões, aumento de 63,6% frente ao mesmo período de 2025. A margem bruta ajustada ficou em 34,9%, com evolução de 1,3 p.p. em relação ao ano anterior.

A margem bruta contábil alcançou 28,5%, elevação de 2 p.p. na mesma comparação. A companhia aponta melhoria contínua dos índices operacionais desde 2024, com margens históricas retornando ao patamar tradicional.

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