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Mundo precisa cuidar da indústria, afirma presidente da CNI à CNN

Presidente da CNI afirma que indústria sustenta crescimento e o Brasil pode ampliar integração com os EUA, atraindo investimentos e fortalecendo cadeias de valor

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  • Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria, afirmou que o mundo precisa cuidar da indústria para sustentar crescimento, inovação e empregos, durante entrevista à CNN Brasil na Brazil Week, em Nova York.
  • Ele disse que o Brasil tem uma oportunidade única de ampliar sua presença nas cadeias globais de valor, combinando recursos naturais, matriz energética limpa, capacidade industrial e mercado consumidor.
  • A relação entre Brasil e Estados Unidos deve avançar para além do comércio tradicional, com parcerias estratégicas em áreas como cadeias de suprimento, minerais críticos, transição energética e inteligência artificial.
  • Alban destacou que a queda de custos de energia renovável pode atrair novos investimentos industriais, inclusive em setores como data centers, mas o país ainda enfrenta gargalos como custo de energia, burocracia e insegurança jurídica.
  • A política industrial deve ser tratada como estratégia de desenvolvimento, com previsibilidade, financiamento e qualificação, para fortalecer produtividade e soberania econômica.

O mundo precisa saber cuidar da indústria para sustentar crescimento, inovação e empregos, disse Ricardo Alban, presidente da CNI, em entrevista à CNN Brasil durante a Brazil Week em Nova York. Ele ressaltou que, num momento de reorganização de cadeias produtivas, a indústria volta a ocupar posição central.

Para Alban, países desenvolvidos entenderam que não há autonomia econômica sem base produtiva sólida. Ele afirmou que o Brasil tem uma oportunidade única de ampliar sua participação em cadeias globais de valor, unindo recursos naturais, matriz energética limpa, capacidade industrial e mercado consumidor.

Parcerias com os EUA

Alban afirmou que a relação Brasil-Estados Unidos pode ir além do comércio tradicional. Segundo ele, as duas nações podem criar parcerias estratégicas para cadeias de suprimento mais seguras, menos expostas a tensões geopolíticas. A base produtiva brasileira e a tecnologia americana são vistas como combináveis para ganhos mútuos.

A agenda discutida em Nova York abordou atração de investimentos, redução de barreiras, minerais críticos, transição energética e inteligência artificial. O presidente da CNI defendeu que esses setores guiem uma nova fase da integração industrial entre os dois países.

Potenciais de indústria e sustentabilidade

Alban comentou que é preciso reverter percepções negativas no exterior sobre a produção brasileira. O dirigente citou energia renovável, biocombustíveis e reaproveitamento de áreas degradadas como vantagens competitivas.

Ele ressaltou que discutir ambientalmente deve ocorrer com base em dados, sem antagonizar produção e preservação. A indústria, segundo ele, é a força que mais investe em sustentabilidade.

Energia, investimentos e gargalos

O líder da CNI destacou a queda de custos de energia solar, eólica e baterias como fator para atrair novos projetos. Oferecer energia limpa, estável e competitiva pode favorecer setores tecnológicos, como data centers.

Contudo, Alban aponta gargalos históricos, incluindo custo de energia para consumidor, encargos, burocracia e insegurança jurídica. Ele afirmou que é preciso transformar condições naturais em projetos concretos.

Competitividade e estratégia

A indústria brasileira não busca proteção artificial, e sim condições de competição equilibradas. Para Alban, política industrial deve ser estratégia de desenvolvimento, com previsibilidade, financiamento e qualificação profissional.

Ele ressaltou a importância de reduzir o Custo Brasil e elevar a produtividade para fortalecer emprego, renda, inovação e soberania econômica. O Brasil, segundo ele, deve atuar com rapidez para atrair investimentos produtivos.

Conclusão de rumo estratégico

Alban encerrou destacando que o mundo reconhece a importância da indústria, e o Brasil precisa entender essa oportunidade e agir com agilidade para ter participação relevante em agendas de sustentabilidade, inovação e integração internacional.

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