- Nissan prevê lucro operacional de ¥200 bilhões (US$ 1,3 bilhão) para o ano fiscal que termina em março de 2027, 68% acima da estimativa média dos analistas.
- No ano fiscal anterior, a fabricante registrou lucro de ¥58 bilhões, após um prejuízo de ¥240 bilhões no período anterior.
- O CEO Ivan Espinosa anunciou cortes de empregos e fechamento de fábricas como parte do plano de recuperação, afirmou que a empresa passa da recuperação à sustentabilidade.
- A receita prevista para o ano fiscal atual é de ¥13 trilhões, frente ¥12 trilhões no período anterior.
- Principais desafios permanecem: fraqueza de produtos na América do Norte, queda de vendas na China e necessidade de fortalecer a imagem da marca; a Nissan espera renovar a linha de veículos, ampliar híbridos e EVs e exportar unidades fabricadas na China.
A Nissan Motor informou lucros operacionais bem acima das estimativas de analistas para o ano fiscal que termina em março de 2027, sinalizando que os esforços de cortes de custos começam a surtir efeito. A empresa prevê lucro de ¥ 200 bilhões (US$ 1,3 bilhão), 68% acima da média de mercado.
A previsão foi apresentada após a montadora divulgar resultados do último exercício, quando registrou prejuízo líquido de ¥ 533 bilhões. A empresa aponta que o fluxo de caixa livre ficou positivo, excluindo o impacto de tarifas dos EUA de ¥ 250 bilhões.
O atual CEO, Ivan Espinosa, defendeu mudanças estruturais para sustentar o crescimento. Em coletiva, ele afirmou a passagem da recuperação para a fase de crescimento, com foco em simplificação de modelos e melhoria de competitividade.
Resultados e projeções
A Nissan espera receita de ¥ 13 trilhões no ano fiscal em curso, ante ¥ 12 trilhões do período anterior. O lucro do período anterior ficou em ¥ 58 bilhões, com dívidas elevadas e linha de veículos envelhecida citadas entre os desafios.
A gestão anunciou cortes de empregos e fechamento de fábricas como parte do plano de recuperação, com redução de 20% na linha de produtos anunciada em abril. A medida visa reduzir custos e reorientar as vendas.
Desempenho e mercados
A empresa enfrenta queda de demanda na China e menor competitividade na América do Norte, segundo analistas. A Nissan trabalha para retomar vantagem com versões híbridas do Rogue e do Xterra, além de investir mais em EVs.
No maior mercado global, a China, a Nissan já lançou metade dos 10 novos EVs prometidos e planeja exportar 100.000 veículos produzidos no país inicialmente, até chegar a 300.000 unidades por ano para mercados como América Latina, Sudeste Asiático e Oriente Médio.
Perspectivas estratégicas
Espinosa destacou a importância de manter o ímpeto na China, embora com cautela. A estratégia inclui reforçar a presença em EVs avançados para competir com marcas locais que aceleram a inovação.
As ações da Nissan têm mostrado volatilidade, com queda expressiva nos últimos anos. A empresa busca manter a trajetória de crescimento enquanto ajustaportfólio e custos para sustentar a recuperação.
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