- Em seis anos após o Brexit, Paris se firmou como principal destino de bancos e fundos de investimento na União Europeia, superando outros centros europeus.
- Em dois mil e vinte e cinco, Paris recebeu cinco vezes mais pedidos de autorização de instituições de crédito do que no ano anterior, correspondendo a metade de todas as solicitações na zona do euro.
- O Revolut instalará a sua sede francesa como hub de operações no continente; a Circle também busca estabelecer atuação em Paris.
- Reforma fiscal e trabalhista na França, aliadas a estratégias como Choose France, favoreceram a percepção de previsibilidade do mercado local, elevando a atratividade para bancos e investidores.
- O setor financeiro francês ganhou expressão com a presença de grandes bancos e o emprego de profissionais qualificados; a JP Morgan Chase, por exemplo, tem mil funcionários em Paris, quatro vezes mais do que antes do Brexit.
O Brexit completa seis anos e mostra efeito direto no mapa financeiro europeu. Paris se afirma como principal destino de bancos e fundos da União Europeia, abrindo espaço para instituições como Barclays e fintechs como Revolut instalarem operações no continente.
Londres continua sendo a maior praça financeira da Europa, mas a saída do Reino Unido empurrou várias instituições a migrar para dentro da UE. Entre as novas confirmações, Paris disputa espaço com Frankfurt, Dublin, Milão, Luxemburgo e Amsterdã.
Indicadores da ACPR indicam que, em 2025, Paris recebeu cinco vezes mais pedidos de autorização de crédito do que em 2024 e capturou metade das solicitações da zona do euro. Capitalizaram-se operações de gestão de ativos e filiais europeias, além de atrair tecnologia financeira.
Contexto e resultados
A França promoveu reformas para ampliar a atratividade, como redução do imposto de sociedades de 33% para 25%, regime único de rendimentos de capital e mudanças trabalhistas. O programa Choose France também contribuiu para a percepção de previsibilidade regulatória.
Antes das mudanças, Paris já contava com presença de bancos sistêmicos, gestão de ativos e infraestrutura de mercado robusta, além de um ecossistema de tecnologia e formação de talentos. Abertura para empresas é tema recorrente entre autoridades.
A recente dinâmica beneficia a economia local por meio de maior arrecadação e fluxo de investimentos. Segundo a EY, a França foi o principal destino de investimentos estrangeiros na Europa nos últimos seis anos.
Perspectivas e impactos
O Revolut, maior banco online da Europa, planeja transformar Paris em seu hub continental. Circle também avalia estabelecer operações na cidade. A atuação de grandes bancos em Paris reforça a demanda por profissionais qualificados, como traders, juristas e especialistas em dados.
O exemplo parisiense não elimina a importância de outras praças europeias, mas consolida uma rede de cidades com especialização distinta. A trajetória atual sugere ajustes na estratégia de atratividade financeira da União Europeia.
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