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Petrobras mira Venezuela após queda de Maduro e abertura impulsionada por Trump

Petrobras avalia ingressar na Venezuela após queda de Maduro e abertura impulsionada por Trump, analisando regras locais e ativos potenciais

Estatal vem estudando novas regras que permitirão a atuação de mais empresas estrangeiras no país. (Foto: André Borges/EFE)
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  • A Petrobras estuda investir na Venezuela após a abertura gradual do mercado venezuelano, segundo a presidente Magda Chambriard.
  • Em janeiro, uma ação militar autorizada pelos EUA resultou na retirada de Nicolás Maduro; Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência em 5 de janeiro de 2026.
  • A estatal continua avaliando as novas regras venezuelanas antes de avançar e já havia considerado oportunidades no país em 2023.
  • Além da Venezuela, a Petrobras mira investimentos na África e no México, com possível parceria com a Pemex para exploração em águas profundas no Golfo do México.
  • Chambriard criticou a política do governo anterior de privatizações da Petrobras e disse que a gestão atual busca comprar ativos, não vender, citando exemplos como BR Distribuidora, Liquigás e a Refinaria Landulpho Alves.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que a empresa avalia investimentos na Venezuela, após a retirada de Nicolás Maduro do poder no início deste ano. A ação militar autorizada pelos EUA abriu espaço para a abertura do mercado venezuelano a novos grupos estrangeiros.

Em janeiro, autoridades norte-americanas realizaram intervenção que resultou na destituição de Maduro. Desde então, Delcy Rodríguez atua como presidente interina, conforme posse reconhecida pela Assembleia Nacional venezuelana em 5 de janeiro de 2026. A Petrobras monitora o ambiente regulatório.

Magda Chambriard afirmou que a estatal já havia estudado oportunidades na Venezuela em 2023 e agora busca entender novas regras para uma atuação consistente. A empresa acompanha mudanças legislativas para avaliar uma possível entrada.

Oportunidades na Venezuela e avanços regulatórios

Ela destacou que há uma lista de empresas vetadas para atuar no país, e que as brasileiras não estariam entre elas, o que facilita a análise. A Petrobras pretende entender a legislação vigente para planejar passos futuros.

Além da Venezuela, a executiva citou avaliações de investimento na África e no México. Em reunião recente com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, a Petrobras discutiu eventual parceria com a Pemex para exploração em águas profundas no Golfo do México.

Magda Chambriard explicou que, no México, a região americana é mais desenvolvida, enquanto a porção mexicana é menos explorada. A empresa vê potencial nesse cenário de águas profundas, considerado nicho estratégico.

Críticas a políticas passadas e cenários internos

A executiva também comentou a gestão anterior de Petrobras sob Jair Bolsonaro, afirmando que priorizava a venda de ativos. A gestão de Luiz Inácio Lula da Silva é apresentada como mantendo uma linha diferente, com foco em aquisição.

Durante o governo Bolsonaro, a Petrobras realizou a venda de ativos como BR Distribuidora, Liquigás e a Refinaria Landulpho Alves, vendida a Mubadala por US$ 1,65 bilhão. A empresa não detalha demais impactos.

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