- A Polícia Federal deflagrou a Operação Off-Balance para apurar a gestão do IPSSC de Cajamar, com seis mandados de busca e apreensão e medidas cautelares de afastamento de função e indisponibilidade de bens.
- Cerca de R$ 107 milhões do fundo de aposentadoria foram aplicados, entre 2023 e 2024, em investimentos de alto risco ligados aos bancos Master e Daycoval.
- Aproximadamente R$ 87 milhões foram aplicados em Letras Financeiras vinculadas ao Banco Master, e R$ 20 milhões no Banco Daycoval; a investigação aponta possível gestão temerária e falhas de avaliação de riscos.
- Os investimentos ocorreram de outubro de 2023 a março de 2024, quando Cajamar era administrada pelo então prefeito Danilo Joan; ele não é alvo da operação.
- A Prefeitura de Cajamar afirmou que o IPSSC tem autonomia para gerir os investimentos e que, até o momento, não há confirmação de prejuízo aos pagamentos de aposentadorias, mantendo transparência e colaboração com as autoridades.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Off-Balance para apurar irregularidades na gestão do IPSSC, o Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar. A investigação envolve aplicações de alto risco com recursos do fundo de aposentadoria entre 2023 e 2024.
Segundo a PF, cerca de 107 milhões de reais foram investidos em títulos ligados aos bancos Master e Daycoval. Aproximadamente 87 milhões foram aplicados no Banco Master e 20 milhões no Daycoval, com possível ausência de avaliação adequada de risco.
Os trabalhos da PF incluem seis mandados de busca e apreensão, além de afastamentos cautelares de funcionários do instituto e indisponibilidade de bens. As ordens foram expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo e cumpridas em Cajamar, Boituva e na capital.
Envolvidos e contexto
A apuração foca nos gestores do IPSSC responsáveis pelas decisões de investimento. O ex-prefeito de Cajamar, Danilo Joan, atual vice-presidente estadual do PP e pré-candidato a deputado, não é alvo direto da operação, segundo a PF.
A Prefeitura de Cajamar afirmou que o IPSSC tem autonomia para gerir o regime próprio de previdência. Em nota, disse que as aplicações seguiam normas legais e critérios técnicos vigentes, e que não há confirmação de prejuízo aos pagamentos de aposentadorias.
A administração municipal afirmou acompanhar o caso com transparência e colaborar com as autoridades. O Poder360 solicitou posicionamento, mas não houve resposta até a publicação. O texto será atualizado conforme novo contato.
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