- Os preços de seguros na América Latina caíram 8% no primeiro trimestre de 2026, marcando o sétimo trimestre consecutivo de queda, conforme a Marsh.
- Globalmente, as tarifas de seguros comerciais recuaram 5% no mesmo período, impulsionadas pela concorrência entre seguradoras e ambiente favorável de sinistralidade e resseguro.
- Na região, tarifas de seguros de danos materiais caíram 12%, de responsabilidade civil 2% e de linhas financeira e profissional 6%, com as maiores quedas no Brasil, Chile, México e Peru.
- A Marsh aponta que a maior disponibilidade de mercado e resultados melhores das seguradoras sustentam as reduções, embora o setor continue seletivo com riscos de controle fraco.
- Regionalmente, o Pacífico registrou a maior queda (12%), seguido de IMEA (10%), Canadá (6%), e Europa/Ásia (5%), enquanto os Estados Unidos caíram 1%.
No primeiro trimestre de 2026, os preços de seguros na América Latina caíram 8%, apesar dos impactos iniciais da guerra entre EUA e Irã. A queda global foi de 5% para seguros comerciais, segundo a Marsh Risk, em seu Relatório Global do Mercado de Seguros.
A concorrência entre seguradoras, aliada a um ambiente de sinistralidade favorável e preços de resseguro em baixa, contribuiu para a redução das tarifas. A Marsh destaca que o mercado ampliou sua capacidade, mantendo as taxas sob pressão.
Na prática, a desaceleração se traduz em mais opções e coberturas, embora o mercado siga seletivo com riscos de controles fracos. A disciplina de risco continua determinante para sustentar o movimento de queda.
> Panorama por segmento e região
Tarifas de danos materiais recuaram 12%, enquanto seguros de responsabilidade civil caíram 2%. Quedas mais expressivas ocorreram no Brasil, Chile, México e Peru. Em linhas financeiras e profissionais, a redução foi de 6%.
Para a Marsh, o período de retração acompanha melhoria nos resultados das seguradoras e sinistralidade equilibrada. O novo marco legal trouxe ajustes operacionais, com maior transparência na contratação e na regulação de sinistros.
As regiões apresentaram quedas em todas as tarifas compostas. O Pacífico liderou a retração, com 12% de queda, seguido por IMEA, com 10%. Canadá registrou 6%, enquanto Europa e Ásia tiveram 5%. Nos EUA, a tarifa composta caiu 1%, após ter ficado estável no fim de 2025.
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