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Professor aponta relação entre veto de carnes e acordo Mercosul/UE

União Europeia veta importações de carne vindas do Brasil a partir de setembro, pressionando normas sanitárias e elevando custos no Brasil, com impacto nos preços na União Europeia

Ao longo das negociações do acordo, protestos foram realizados por agricultores
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  • A União Europeia informou que, a partir de setembro, proibirá as importações de carne vindas do Brasil por descumprimento das normas sanitárias do bloco.
  • O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que uma resposta às exigências da UE será enviada em até 15 dias.
  • O professor Ricardo Hammoud, do Ibmec, entende que a medida aumenta a pressão sobre o Brasil desde o acordo com o Mercosul.
  • O especialista afirma que a medida pode elevar um pouco os custos brasileiros, para tornar os produtos europeus mais competitivos.
  • Mesmo com dificuldades, Hammoud acredita que o Brasil se adaptará às exigências; se o embargo durar muito, consumidores europeus podem sentir o impacto no preço devido à importância do Brasil como exportador.

A União Europeia informou nesta terça-feira (12) que, a partir de setembro, proíbe as importações de carne vindas do Brasil devido ao descumprimento das normas sanitárias do bloco. A medida ocorre no contexto das relações entre o Brasil e a UE, após o acordo com o Mercosul.

No Congresso da Abramilho, realizado na quarta (14), o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que será enviada uma resposta às exigências da UE em até 15 dias. A comunicação pública reforça a tensão entre as partes e a necessidade de alinhamento regulatório.

Para o professor Ricardo Hammoud, do Ibmec, a medida funciona como forma de pressão mantida pela UE desde a assinatura do acordo Mercosul-UE. Ele aponta que, embora possa elevar custos brasileiros, o objetivo é tornar produtos europeus mais competitivos no mercado interno.

Perspectivas e impactos

O especialista afirma que o Brasil é competitivo no agronegócio e tende a se adaptar ao cumprimento das regras. Caso o bloqueio se estenda por mais tempo, há risco de aumento de preços para consumidores na Europa, principal destino das exportações brasileiras de carne bovina.

Ainda segundo Hammoud, a expectativa é de negociação bem-sucedida entre as partes, embora não haja definição de prazo. O Brasil deve manter o ritmo de conformidade para evitar impactos adicionais no comércio.

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