- A Agência Internacional de Energia (AIE) informou que as reservas globais caíram 117 milhões de barris em abril, totalizando queda de 246 milhões desde o início da guerra no Irã.
- Em março, as reservas já haviam recuado 129 milhões de barris após a ofensiva entre Israel e Estados Unidos contra o Irã.
- O barril Brent chegou a US$ 108,28 nesta quarta-feira, alta de cerca de 0,5%; o contrato de julho operava a US$ 107,37 uma hora depois.
- A oferta mundial de petróleo caiu 1,8 milhão de barris por dia em abril, para 95,1 milhões de bpd, com queda acumulada de 12,8 milhões de bpd desde fevereiro.
- O contexto é marcado pelo bloqueio no Golfo: Irã fechou, a partir de 28 de fevereiro, o estreito de Hormuz, enquanto os EUA proíbem exportação iraniana, elevando tensões e preços.
A AIE informou nesta quarta-feira que o mundo recorre às reservas de petróleo em ritmo recorde. O alerta ocorre em meio à escalada do conflito no Irã, que afeta o fornecimento proveniente do Golfo Pérsico. A queda das reservas já preocupa produtores e consumidores.
Segundo o relatório mensal, as reservas globais caíram 117 milhões de barris em abril, após queda de 129 milhões em março, desde o início da ofensiva envolvendo Israel e Estados Unidos contra o Irã, em fevereiro. A tendência é de aperto no abastecimento.
O Brent opera perto de US$ 108 o barril, após alta superior a 50% desde o início do conflito. A volatilidade no preço é atribuída ao impacto do bloqueio regional e à redução da oferta mundial, que caiu 1,8 milhão de barris diários em abril, para 95,1 milhões.
Gordura de conflito eleva riscos de mercado
O Irã fechou quase totalmente o estreito de Hormuz desde 28 de fevereiro, interrompendo passagem de parte da produção global. Os EUA, por sua vez, impõem bloqueio naval aos portos iranianos desde abril para impedir exportações do país.
A AIE confirmou que, diante das perturbações, países consumidores devem se preparar para novas oscilações de preço. Em março, a instituição já havia sinalizado a possibilidade de liberação de reservas estratégicas para mitigar impactos.
A oferta global de petróleo segue vulnerável a desdobramentos regionais. A agência destacou ainda que, desde o começo da guerra, o petróleo subiu mais de 50% e que o uso de reservas pode continuar como instrumento para atenuar choques no curto prazo.
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