- O presidente do Quênia, William Ruto, rejeitou o futuro da África como fornecedor de minerais brutos, defendendo um modelo econômico com agregado de valor local.
- Ruto falou na Africa Forward Summit, em Nairóbi, coorganizada pela França e pelo Quênia, destacando que a África possui reservas relevantes de minerais críticos.
- Ele ressaltou que a transição verde deve beneficiar diretamente os cidadãos africanos, com industrialização, manufatura avançada e inovação tecnológica.
- A África concentra mais de 30% dos minerais críticos do mundo, com demanda prevista para dobrar até 2040, segundo a estratégia africana de minerais verdes.
- Ruto pediu que o continente lidere a transição energética, tornando-se um polo industrial competitivo alimentado por energia limpa, infraestrutura moderna e parcerias de investimento.
O presidente do Quênia, William Ruto, rejeitou a ideia de um futuro de exportação de minerais brutos para a África. Em Nairobi, durante a Africa Forward Summit, ele argumentou que o continente precisa de um modelo econômico que adicione valor localmente na transição verde.
Ruto afirmou que os recursos críticos da África devem beneficiar os cidadãos africanos, com industrialização, manufatura avançada e inovação tecnológica. Ele enfatizou que a exportação apenas de minerais para uso externo pertence ao passado.
O evento, coorganizado pela França e pelo Quênia, reuniu líderes, investidores e especialistas em políticas climáticas para discutir o papel africano na economia de energia limpa. A África concentra mais de 30% dos minerais críticos, como cobalto, lítio e terras raras.
Especialistas apontam que a demanda por esses minerais deve crescer com a transição global de fósseis para renováveis. Estimativas da União Africana indicam que a demanda pode dobrar até 2040, fortalecendo a necessidade de cadeias de valor regionais.
Ruto destacou o potencial de energia renovável da região, incluindo geotérmica, solar, eólica, hidro e hidrogênio verde. Segundo ele, a África pode liderar a transição energética global com infraestrutura moderna e parcerias estratégicas.
Distribuição de investimentos e parcerias
Especialistas ressaltam que, para avançar, é necessária modernização regulatória que proteja o meio ambiente e respeite direitos humanos. Relatórios recentes trazem preocupações sobre acordos de minerais críticos e impactos socioambientais.
Analistas citam casos na República Democrática do Congo, maior reservatório de minerais, como ilustrativos das complexidades envolvidas. Organizações da sociedade civil questionam promessas de direitos humanos e proteção ambiental nesses acordos.
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