- A subvenção do governo a produtores e importadores de diesel já está influenciando o mercado, mas as empresas habilitadas ainda não receberam os subsídios.
- O diretor-geral da ANP, Artur Watt, afirmou que a medida ajuda a conter o aumento de preços, que seria maior sem o apoio.
- O programa tem adesão da Petrobras; algumas grandes distribuidoras resistem, algumas estão habilitadas mas não aplicam, e outras continuam fora, aguardando regulamentação e garantias de pagamento.
- Além da Petrobras, a Refinaria de Mataripe e a Vibra aderiram; distribuidoras como Ipiranga e Raízen permanecem de fora.
- A ANP ainda não efetuou pagamentos porque precisa concluir um convênio com a Receita Federal; o primeiro prazo de ressarcimento venceu em 30 de abril e não houve repasses.
O diretor-geral da ANP, Artur Watt, afirmou que a subvenção do governo aos produtores e importadores de diesel já começa a fazer efeito no mercado. Contudo, as empresas habilitadas ao programa ainda não receberam os subsídios. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (13/5/2026) durante o Fórum de Biocombustíveis e Bioquerosene em São Paulo (SP).
Watt destacou que a medida implementada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajuda a conter o repasse de oscilações internacionais. Em relação ao cenário externo, o diretor citou que países produtores de petróleo, como os EUA, registraram altas expressivas por não adotarem intervenção semelhante. No Brasil, o aumento de preços foi menor, segundo ele, por conta da subvenção.
O programa já conta com adesão da Petrobras, mas enfrenta resistência de parte das grandes distribuidoras. Algumas estão habilitadas, porém não aplicam os recursos; outras permanecem fora da iniciativa, aguardando regulamentação e temendo a falta de pagamento. Além da Petrobras, a Refinaria de Mataripe e a Vibra já aderiram; Ipiranga e Raízen continuam sem participar.
Progresso do subsídio e entraves ao pagamento
A ANP ainda não iniciou os pagamentos às empresas participantes. O órgão depende de um acordo com a Receita Federal para finalizar o convênio, cuja assinatura ainda não ocorreu. O prazo original para ressarcimento venceu em 30 de abril, sem repasses realizados. Watt afirmou que as discussões com o Fisco estão em estágio avançado, mas não definiu data para início dos pagamentos.
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