- A União Europeia pode impor restrições a exportações brasileiras de proteínas animais a partir de 3 de setembro de 2026, dentro de novas regras sobre uso de antimicrobianos na produção animal.
- A ABIA afirma que as medidas podem atingir US$ 1,85 bilhão em exportações brasileiras de alimentos industrializados para a UE.
- Segmentos mais impactados podem incluir carnes bovinas e de aves, mel, ovos, tripas e produtos aquícolas.
- Em 2025, essas categorias representaram 21,3% das vendas brasileiras de alimentos industrializados para a União Europeia.
- A ABIA defende diálogo técnico entre Brasil e UE e destaca a importância da previsibilidade regulatória para manter competitividade e evitar impactos a produtores, indústria e consumidores.
A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) alertou que novas regras da União Europeia para proteínas animais podem afetar US$ 1,85 bilhão em exportações de alimentos industrializados do Brasil. A possibilidade de restrições entra em vigor a partir de 3 de setembro de 2026, conforme sinalizado pela Comissão Europeia.
A medida faz parte da estratégia europeia de combate à resistência antimicrobiana, com foco no uso de antimicrobianos na produção animal. A ABIA aponta que impactos podem recair principalmente sobre carnes bovinas e de aves, além de mel, ovos, tripas e produtos aquícolas.
Em 2025, essas categorias representaram 21,3% das vendas brasileiras de alimentos industrializados para a UE. A entidade ressalta a importância de previsibilidade regulatória para manter fluxos comerciais entre os blocos e evitar impactos desagregadores.
A ABIA aponta que o Brasil detém sistemas consolidados de controle, inspeção e certificação sanitária coordenados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com reconhecimento internacional. O país exporta para mais de 190 mercados e atende exigências sanitárias diversas.
A associação defende o fortalecimento do diálogo técnico entre autoridades brasileiras e europeias, buscando soluções embasadas em evidências científicas e normas internacionais. A previsibilidade regulatória é vista como crucial para a competitividade do setor.
A discussão ocorre também no contexto da fase inicial do acordo Mercosul-União Europeia, cuja harmonização sanitária e técnica é considerada decisiva para estabilidade e transparência das relações comerciais entre os blocos.
Entre na conversa da comunidade