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Varejo brasileiro critica fim da taxa sobre blusinhas

Governo zerou o imposto de 20% sobre remessas de até cinquenta dólares, gerando críticas do varejo e risco de demissões na indústria têxtil

Entidades afirmam que decisão de Lula pode levar a uma onda de desemprego na indústria e varejo nacional. (Foto: Bigstock)
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  • O governo assinou medida provisória que zerou o imposto federal de 20% sobre remessas internacionais de pequeno valor, para compras de até 50 dólares.
  • Varejo e indústria classificam a mudança como retrocesso, afirmando que a isenção beneficia concorrência estrangeira e prejudica empresas nacionais, que já pagam muitos impostos e seguem regras trabalhistas.
  • Associações como a ABVTEX alertam para risco de desindustrialização e fechamento de fábricas, já que cerca de 80% das peças vendidas custam menos de 50 dólares, o que pode impactar milhões de empregos.
  • O governo sustenta que o setor já está regularizado, o contrabando nessas plataformas foi eliminado e a medida busca ampliar o consumo de itens de baixo valor.
  • O imposto rendia cerca de R$ 179 milhões por mês, e os Correios apontaram queda de até 50% no volume de encomendas internacionais; a indústria afirma que a taxa ajudou a preservar cerca de 135 mil empregos.

O governo assinou uma medida provisória que zerou o imposto federal de 20% sobre remessas internacionais de pequeno valor, até 50 dólares. A novidade mira compras de menor valor feitas no exterior e altera regras anteriores de tributação.

Entidades do varejo e da indústria classificam a decisão como retrocesso. Representantes da Confederação Nacional da Indústria argumentam que a isenção beneficia produtos estrangeiros e prejudica empresas nacionais, que já pagam impostos e cumprem leis trabalhistas mais rígidas.

A ABVTEX e outras entidades alertam para impactos no emprego. Hoje, cerca de 80% das peças vendidas no Brasil custam menos de 50 dólares, o que pode acelerar a desindustrialização e afetar principalmente o setor têxtil, com forte participação feminina na mão de obra.

Justificativas do governo

A equipe econômica afirma que o setor já está regularizado e que o contrabando nessas plataformas foi interrompido. O objetivo é estimular o consumo popular, reduzindo encargos sobre itens de baixo valor.

Impacto financeiro e no mercado de trabalho

Antes da mudança, o imposto rendia aproximadamente R$ 179 milhões por mês. Em contrapartida, a cobrança reduziu o volume de entregas internacionais, com queda de cerca de 50% na participação de encomendas, segundo dados setoriais. A indústria nacional sustenta que a taxa ajudou a preservar empregos e manter fluxo de recursos locais.

Conteúdo produzido pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

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