- O volume de vendas no varejo restrito subiu 0,5% em março ante fevereiro, renovando o recorde da série, segundo o IBGE.
- O resultado ficou acima da expectativa do mercado, que esperava estabilidade; fevereiro teve alta revisada para 0,7%.
- Em comparação com março de 2025, o varejo restrito avançou 4%, acima do previsto pelo mercado.
- O varejo ampliado subiu 0,3% em março ante fevereiro, também atingindo novo recorde histórico.
- Na comparação anual, o varejo ampliado teve alta de 6,5% em março; o desempenho pode influenciar o viés de política monetária do Banco Central.
O varejo brasileiro mostrou desempenho acima do esperado em março, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (13). O varejo restrito, composto por supermercados, farmácias, móveis e eletrodomésticos, avançou 0,5% frente a fevereiro. A leitura veio acima das expectativas do mercado.
Na comparação com março de 2025, o varejo restrito registrou alta de 4%, também acima das projeções. Em fevereiro, o indicador havia mostrado alta revisada de 0,7%. O conjunto de dados sinaliza consumo das famílias ainda resiliente, mesmo com juros elevados.
O varejo ampliado, que abrange veículos, motos e material de construção, subiu 0,3% em março ante fevereiro, renovando o recorde da série. O resultado ficou acima da mediana das estimativas de mercado, que apontava alta de 0,2%.
Na comparação anual, o varejo ampliado avançou 6,5% em março, desempenho superior às expectativas dos analistas. A renovação de máximas históricas em ambos os indicadores aponta para manutenção da demanda doméstica.
Contexto macro
Os números reforçam a percepção de que o consumo impulsiona parte do crescimento econômico brasileiro, mesmo com câmbio e juros restritivos. O desempenho pode influenciar a condução do banco central em relação a eventuais cortes de juros.
Para o mercado, o aperto monetário segue no radar, já que atividade mais aquecida tende a pressionar a inflação de serviços e a demanda interna. Dados do IBGE alimentam o debate sobre o ritmo de desinflação e o dinamismo da economia.
As informações são do IBGE, com referência ao estudo divulgado hoje. As notícias também tiveram apoio do Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico.
Entre na conversa da comunidade