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Ações da Casas Bahia caem mais de 7% após resultados trimestrais

Ações da Casas Bahia caem mais de 7% após prejuízo de R$ 1,064 bilhão no 1º trimestre; caixa melhora e e-commerce diverge, mas despesas financeiras pesam

— Foto: Divulgação
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  • As ações da Casas Bahia (BHIA3) caíram cerca de 7,84% na B3, por volta das 12h38, a R$ 1,90, com volume de R$ 8,4 milhões.
  • No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 1,064 bilhão, 2,6 vezes maior que os R$ 408 milhões do mesmo período de 2025.
  • O EBITDA ajustado ficou em R$ 597 milhões, 3,3% acima do esperado, e as receitas atingiram R$ 7,41 bilhões, acima da expectativa em 2,6%.
  • O destaque foi o desempenho das vendas diretas digitais, com alta de 5% no consolidado e 14,6% no comércio eletrônico, mantendo a margem bruta em 30,3%.
  • O fluxo de caixa livre foi de R$ 852 milhões, reduzindo a dívida líquida para R$ 1,25 bilhão e a alavancagem para 0,5 vez.

Casas Bahia (BHIA3) teve queda expressiva nas ações nesta quinta-feira (14), após divulgação dos resultados do 1º trimestre de 2026. Por volta das 12h38, os papéis ON caíam 7,8% na B3, a cerca de R$ 1,90, com volume de R$ 8,4 milhões, acima do dia anterior.

No trimestre, a varejista registrou prejuízo líquido de R$ 1,064 bilhão, ante R$ 408 milhões de perdas em igual período de 2025. O resultado negativo ficou pulverizado pela pressão de despesas financeiras.

O BTG Pactual avaliou os números como uma recuperação de caixa e avanço do comércio eletrônico, mas ainda pressionados por custos financeiros. Analistas destacam EBITDA ajustado de R$ 597 milhões, acima do esperado, e receitas de R$ 7,41 bilhões, acima da linha.

Desempenho e operação

O desempenho direto no canal digital foi o principal motor, com alta de 5% no volume de vendas comparado ao ano anterior, puxado por incremento de 14,6% no e-commerce. A empresa manteve margem bruta em 30,3% e reduziu despesas com vendas e pessoal.

Contudo, o saldo financeiro comprometeu o resultado, com prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão no trimestre, frente a perdas de R$ 408 milhões, em igual intervalo de 2025. O impacto veio principalmente das despesas financeiras.

O fluxo de caixa livre atingiu R$ 852 milhões, fortalecendo a posição de caixa. A dívida líquida recuou para R$ 1,25 bilhão, reduzindo a alavancagem para 0,5 vez, indicador considerado confortável pelo banco.

Perspectivas de caixa e alavancagem

Para a instituição financeira, a continuidade do crescimento online e da geração de caixa será testada nos próximos trimestres, em um cenário macroeconômico mais difícil. A reação do mercado avaliou o desempenho com foco na sustentabilidade da recuperação de resultados.

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