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Apex liga Faria Lima às onças brasileiras em estratégia de investimento

Apex expande atuação regional conectando empresários das onças brasileiras ao mercado de capitais, visando tornar-se instituição financeira até 2030

A estratégia da Apex: conectar a Faria Lima com as “onças brasileiras”
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  • A Apex Partners iniciou como operação familiar de private equity no Espírito Santo e expandiu para gestão de aproximadamente R$ 19 bilhões e atuação em advisory.
  • A mudança de eixo veio após falhas iniciais com franquias e serviços locais; a empresa passou a investir na lacuna de acesso ao mercado de capitais em economias regionais.
  • O foco passou a ser as “onças brasileiras” — Estados com expansão econômica acima da média e economia real pouco explorada pelo mercado: Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
  • A estratégia inclui combinar gestão, advisory, investment banking, research e, recentemente, um multi-family office; em 2023 a Apex comprou a gestora Redoma para ampliar serviços.
  • A empresa prevê crescer até comprar uma DTVM ainda neste ano e tornar-se instituição financeira até 2030, conectando clientes regionais aos recursos da Faria Lima.

A Apex Partners saiu de uma operação familiar de private equity no Espírito Santo para gerir R$ 19 bilhões sob gestão e advisory. O caminho começou com uma ideia de amizade entre fundadores e, depois, negócios.

Fundada em 2013 por alunos da Fucape, em Vitória, a empresa investiu inicialmente em franquias e serviços populares. Apesar da visão, o histórico inicial enfrentou dificuldades devido ao ambiente macroeconômico e à performance questionável.

A mudança de rumo veio ao identificar uma lacuna: acesso ao mercado de capitais em economias regionais. Os empresários capixabas passaram a investir em estruturas privadas de equity com foco local. O modelo ganhou tração com a aproximação de investidores locais.

A Apex passou a trabalhar com o que chama de “as onças brasileiras”: Estados com crescimento acima da média, contas públicas mais estáveis e economia real pouco explorada pelo mercado. Entre eles estão Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Segundo estudo da própria Apex, a participação dessas regiões no PIB nacional subiu de 34% em 2002 para 39% em 2023. Cinelli afirma que existe um Brasil não precificado pela Faria Lima, que vê nesses estados oportunidades de crescimento conjunto entre capital e território.

Para atender esse público, a Apex uniu gestora, advisory, investment banking, research e, mais recentemente, um multi-family office. Em 2024, a empresa adquiriu a Redoma, gestora que oferece consultoria jurídica, contábil e planejamento de lifestyle aos clientes.

Entre os clientes da Apex estão Fortlev, Cooabriel e Gazin, além de participações em empresas de private equity em estados onças. A empresa também investe em companhias como Wine, Univale, ATW Brands, Yooga, Mottu e Timenow, todas com atuação regional.

Recentemente, a Apex tornou-se acionista relevante da CVC, comprando cerca de 14% da empresa de turismo. O negócio foi apresentado como turnaround bem-sucedido, com desalavancagem e melhoria de receitas.

O próximo passo é a aquisição de uma DTVM ainda neste ano, com o objetivo de transformar a Apex em instituição financeira até 2030. Cinelli aponta a meta de replicabilidade para ocupar polos com densidade de PIB de pelo menos US$ 30 bilhões.

Para viabilizar esse crescimento, a Apex intensifica a aproximação com a Faria Lima. Além da aquisição da Redoma, a empresa promove eventos para conectar empresários das onças com investidores da capital paulista, ampliando a rede de contatos.

Segundo Cinelli, a Faria Lima não é concorrente, e sim parceira natural de distribuição de capital para a Apex, que opera onde há lacunas de informação e de acesso ao mercado. A estratégia busca, assim, ampliar o capital disponível para regiões menos conectadas.

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