Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Austrália corta orçamento do turismo de vinhos, surpreende setor

Governo australiano encerra o programa de turismo do vinho, retirando AU$ 10 milhões e agravando o cenário para produtores regionais

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • O primeiro-ministro Anthony Albanese anunciou em 12 de maio o fim do programa Wine Tourism and Cellar Door, retirando AU$ 10 milhões do pacote de apoio.
  • O programa, que era de três anos, concedia de AU$ 60 mil a AU$ 100 mil para contratar funcionários e manter degustações nas adegas; o encerramento ocorre após dois anos.
  • A medida atinge o turismo de vinhos em regiões remotas, em meio a custos de combustível mais altos que reduzem deslocamentos de turistas.
  • Lee McLean, CEO da Australian Grape & Wine, afirmou que o apoio é essencial para fluxo de caixa e rentabilidade, e que o governo não deveria agir dessa forma.
  • Líderes políticos e executivos do setor disseram que a decisão é um golpe para comunidades regionais, destacando impactos econômicos e de empregos na indústria.

Australia: governo corta financiamento ao turismo de vinhos

O primeiro-ministro Anthony Albanese anunciou na terça-feira, 12 de maio, o fim do programa Wine Tourism and Cellar Door, criado para apoiar produtores de vinho em regiões remotas. A decisão encerra o mecanismo de subvenção com AU$ 10 milhões disponíveis, após apenas dois anos de operação, mesmo sendo parte de um projeto de três anos.

O pacote permitia que vinícolas recebam entre AU$ 60.000 e AU$ 100.000 para ampliar o quadro de funcionários que recebem visitantes e conduzem degustações. A medida era vista como vital para manter o fluxo de caixa e a rentabilidade de produtores em áreas menos populosas, especialmente diante de pressões econômicas recentes.

Especialistas e lobistas ouvidos destacam o impacto direto no turismo enológico regional, que já enfrentava dificuldades antes da mudança. O setor atribui parte da pressão aos custos de combustível, agravados por choques no abastecimento que afetam deslocamentos de turistas para as vinícolas.

Líderes políticos oposicionistas também criticaram a decisão. O ex-líder do Partido Nacional afirmou que a política não aborda a crise de combustível e a queda de consumo turístico, sugerindo que o governo deveria revisitar medidas para usar safras em excesso de vinho como alternativa energética.

Representantes do setor privado lamentaram a retirada do apoio, ressaltando que o programa não era visto como subsídio, mas como uma ferramenta de transição para custos mais elevados e para manter empregos nas regiões produtoras. O segmento afirma que a medida dificulta a consolidação de uma base turística estável.

A TWE (Treasury Wine Estates), maior produtora do país, indicou que reconhece as pressões orçamentárias, mas classificou o fim do programa como um golpe para comunidades locais. O executivo Sam Fischer ressaltou a importância de manter estabilidade na cadeia de suprimentos e no acesso aos mercados, ainda que compreenda o enfoque governamental em equilíbrio fiscal.

O debate acompanha uma série de mudanças no setor vitivinícola australiano, com ajustes recentes em estrutura corporativa de grandes grupos e movimentos de contratação e demissão no setor. A reconfiguração de operações é citada como parte de um esforço para melhorar responsabilidade de desempenho e decisões orientadas ao mercado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais