- Banco do Brasil (BBAS3) reduziu a previsão de lucro para 2026, de R$ 20–26 bilhões para R$ 18–22 bilhões, uma queda de 17%.
- No primeiro trimestre, o lucro líquido ajustado foi de R$ 3,4 bilhões, queda de 54% frente ao mesmo período do ano anterior, com ROE de 7,3%.
- As provisões para perdas com crédito foram revisadas para o intervalo de R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões, acima dos R$ 53–58 bilhões anteriores.
- A deterioração da inadimplência persiste, especialmente no agronegócio, com inadimplência inicial em pessoas físicas acima de 30 dias subindo para 9,3%.
- O BTG Pactual manteve postura cautelosa, destacando custo de crédito maior e visibilidade limitada, e disse que o piso de R$ 18 bilhões pode se tornar o novo cenário-base; as ações operavam próximas da estabilidade, em R$ 20,81.
O Banco do Brasil (BBAS3) revisou suas expectativas de lucro para 2026 após o aumento da inadimplência, principalmente no segmento do agronegócio. No primeiro trimestre, o lucro líquido ajustado foi de R$ 3,4 bilhões, queda de 54% ante o mesmo período de 2025, e o ROE recuou para 7,3%.
A instituição informou que elevou a projeção de provisões para perdas com crédito para um intervalo de R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões, frente a R$ 53 bilhões a R$ 58 bilhões anteriormente. O ajuste veio junto de uma piora no cenário de inadimplência do portfólio agropecuário, além de alta na inadimplência inicial de pessoas físicas.
O movimento de revisões ocorreu após resultados do banco apresentados pelo BB. A administração indicou continuidade da deterioração da inadimplência no agronegócio, com operações atreladas a ciclos agrícolas mais antigos entre as fontes de pressão.
Desempenho e Provisões
Segundo o BTG Pactual, o resultado fraco do primeiro trimestre sustenta o corte na faixa de lucro líquido ajustado para 2026, de R$ 18–22 bilhões para 17% abaixo disso. Analistas destacam que o piso de R$ 18 bilhões pode passar a ser o cenário-base, dada a baixa visibilidade.
Os analistas do BTG reafirmaram cautela com o papers do banco, citando deterioração contínua da qualidade da carteira e custos de crédito mais altos. A avaliação aponta que as quedas operacionais não foram totalmente compensadas pela expansão de margens em crédito.
As ações do BB estavam estáveis na bolsa, próximas de R$ 20,81 no início da tarde. O banco negocia a cerca de 6,6 vezes o lucro estimado para 2026, com dividend yield de 3,9%.
Reação do Mercado
Apesar da divulgação, o BTG Pactual recomenda cautela aos investidores, mantendo postura de menor exposição às ações do BB. A visão considera a visibilidade limitada sobre resultados futuros, especialmente no agronegócio, como risco relevante para a atuação no curto prazo.
A instituição destaca que, mesmo com sinais de recuperação em determinadas linhas de crédito, o custo de risco permanece alto e não é possível assegurar reversão rápida da tendência. O mercado não deve esperar mudanças abruptas no curto prazo.
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