- Brasil exportou US$ 10,9 bilhões para os EUA de janeiro a abril de 2026, queda de 16,7% em relação ao mesmo período de 2025, com participação americana nas exportações brasileiras em 9,4%.
- A retração foi puxada pela queda de petróleo bruto (-45,6%) e de café não torrado (-46,1%).
- Em abril, as exportações para os EUA caíram 11,5%, totalizando US$ 3,1 bilhões.
- O déficit da balança comercial bilateral com os EUA ficou em US$ 1,3 bilhão no quadrimestre, o pior nível para o período desde 2023, com as exportações recuando mais rápido que as importações.
- No acumulado do ano, produtos sem sobretaxa tiveram a maior queda em abril (−25,2%), enquanto itens com sobretaxa de 10% recuaram 7,6%; aço e alumínio, beneficiados pela tarifa, registraram alta de 22,5% em abril.
A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) revelou que as exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 16,7% no primeiro quadrimestre de 2026, na comparação com igual período de 2025. O total embarcado foi de US$ 10,9 bilhões.
Mesmo com o recuo das exportações para os EUA, as vendas brasileiras para o mundo cresceram 9,2% no acumulado do ano. A participação dos EUA no total das exportações brasileiras ficou em 9,4% de janeiro a abril.
O petróleo bruto e o café não torrado puxaram a desaceleração. Em abril, as exportações de petróleo recuaram 45,6% e o café não torrado caiu 46,1%. Aos EUA, as exportações caíram 11,5% no mês, totalizando US$ 3,1 bilhões.
Queda nas exportações para os EUA
As compras brasileiras de mercadorias americanas também diminuíram 13% no quadrimestre, resultando em um déficit de US$ 1,3 bilhão na balança bilateral. Segundo a Amcham, o valor exportado ao mercado norte-americano no quadrimestre é o menor desde 2023.
O déficit na balança brasileira com os EUA cresceu 35% no período de quatro meses, com quedas de exportação mais acentuadas do que as importações.
Tarifas e impactos setoriais
Produtos sem sobretaxas lideraram as perdas em abril, com queda de 25,2%. Os itens sujeitos à sobretaxa de 10% recuaram 7,6% no mês. No acumulado, esses produtos registraram retração de 23,7%.
Itens protegidos pela Seção 232 — aço, alumínio, automóveis e autopeças — apresentaram alta de 22,5% em abril, com crescimentos de 44,3% em aço e alumínio, ajudando impulsionar o saldo setorial.
As compras brasileiras de produtos americanos caíram 18,1% em abril. No quadrimestre, a retração chegou a 13%. Este é o quinto mês consecutivo de queda nas importações vindas dos EUA.
Entre os motores e máquinas, a queda atingiu 76,5%. Aeronaves e partes recuaram 58,8%, e óleos combustíveis caíram 18,9%.
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