- Entre 11 e 14 de maio, Manhattan sediou a Brazil Week, com atividades como o LIDE Brazil Investment Forum e o Brazil Week Awards Dinner, além do Brazil Summit e da abertura simbólica da Bolsa de Nova York.
- O VOA (Estrutura Global de Inteligência Coletiva) atuou na semana como fórum de leitura de cenários e tomada de decisão coletiva para empresários brasileiros e investidores.
- Em One Vanderbilt, ocorreu uma entrevista exclusiva com Roberto Azevedo, ex- diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, abordando desafios e oportunidades para o Brasil.
- Os temas discutidos incluíram rearranjo das cadeias produtivas, impacto do estreito de Ormuz, pré-sal como ativo geopolítico, terras raras, tarifas americanas, Mercosul-UE e a arquitetura institucional do agronegócio.
- Os participantes foram apresentados a uma visão construtiva e direcional para orientar decisões de negócios diante de mudanças geopolíticas e realocações de capital entre 2025 e 2028.
Manhattan sediou a Brazil Week entre 11 e 14 de maio, encontro que reúne executivos, investidores, governadores e lideranças políticas em Nova York, com foco no eixo Brasil–EUA. O evento contou com painéis e networking intenso, no entorno do LIDE Brazil Investment Forum e do Brazil Summit.
A semana, em sua 7ª edição, reuniu a BlackRock, BTG Pactual e Amazon, além do tradicional Person of the Year Awards Gala Dinner no American Museum of Natural History. A agenda incluiu também o toque simbólico do sino de abertura da Bolsa de Nova York.
O VOA, Estrutura Global de Inteligência Coletiva, marcou presença com participação ativa. Reúne empresários brasileiros no Brasil, EUA, Europa e outros mercados estratégicos, funcionando como plataforma de leitura de cenários para decisões futuras.
Conversa com Roberto Azevedo no One Vanderbilt
No One Vanderbilt, prédio alto no Midtown, ocorreu uma conversa exclusiva com Roberto Azevedo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio e único latino-americano nesse cargo. A entrevista durou quase uma hora, com perguntas sobre o Brasil hoje.
Entre os temas, estiveram o rearranjo das cadeias industriais globais e o lugar do Brasil na decisão de realocar fábricas. Também foram discutidos impactos do fechamento de vias como o estreito de Ormuz e consequências para fertilizantes, frete e seguros.
Outra linha de pauta envolveu o pré-sal como ativo geopolítico, o papel das terras raras e a liderança brasileira em negociações com Mercosul e União Europeia. Perguntou-se sobre políticas públicas e arquitetura institucional do agronegócio versus indústria.
A conversa abordou tarifas norte-americanas, efeitos na relação com o Brasil e o destinatário real de mensagens de Washington. Também foi analisado o comportamento do Mercosul-UE e as possíveis letras miúdas desse acordo.
Foram ainda discutidas estratégias de realocação de capital industrial entre 2025 e 2028, com consequências de longo prazo para o cenário brasileiro. O debate também tratou de caminhos para tornar o Brasil destino de friend-shoring até 2030.
Ao longo da conversa, Azevedo apresentou uma visão construtiva e direcional, segundo relatos de participantes. Empresários e investidores destacaram a utilidade das respostas para calibrar decisões sem gerar alarmes.
O evento, em um momento de transformações geopolíticas, é visto como um mapa para entender fluxos de capital e cadeias produtivas nas próximas décadas. Quem acompanha o debate considera essencial antecipar decisões estratégicas.
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