- Lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no 1º trimestre de 2026, alta de 25,4% frente ao 4º trimestre de 2025; lucro líquido contábil subiu 38,5% no mesmo período.
- Margem financeira de R$ 18,3 bilhões no trimestre, sustentada pelo crescimento das receitas de crédito; despesas de intermediação de R$ 46,8 bilhões.
- Carteira de crédito total encerrou março em R$ 1,410 trilhão, alta de 11,3% em 12 meses, com o crédito imobiliário como principal motor.
- Crédito imobiliário soma R$ 966,2 bilhões, alta anual de 13,9%, mantendo a Caixa com 68% de participação no setor.
- Poupança continua principal fonte de recursos (R$ 392,4 bilhões, 39,2% do mercado); inadimplência em 3,71% e Basileia em 15,1%.
A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa alta de 25,4% frente ao quarto trimestre de 2025. O banco divulgou os números nesta quinta-feira (14 mai 2026).
Considerando o lucro líquido contábil, o ganho no mesmo período foi de 38,5%. A margem financeira somou R$ 18,3 bilhões, impulsionada principalmente pela expansão das receitas com operações de crédito; as despesas de intermediação ficaram em R$ 46,8 bilhões no trimestre.
Desempenho da carteira e alcance de mercado
A carteira de crédito total alcançou R$ 1,410 trilhão, crescimento de 11,3% em 12 meses, com o crédito imobiliário entre os principais motores. O saldo imobiliário atingiu R$ 966,2 bilhões, alta anual de 13,9%, mantendo a Caixa com 68% de participação no setor.
Entre os segmentos, o crédito para pessoas físicas ficou em R$ 154,9 bilhões; infraestrutura e saneamento, R$ 109,8 bilhões; e o agronegócio, R$ 64,9 bilhões. No campo de finanças sustentáveis, as operações somaram R$ 886,1 bilhões.
A inadimplência encerrou o trimestre em 3,71%. Despesas administrativas somaram R$ 11,5 bilhões, alta de 6,0% frente ao 1º tri de 2025 e queda de 9,8% ante o 4º tri de 2025. O perfil da carteira permanece conservador, com mais de 90% dos contratos em baixo risco.
O índice de Basileia ficou em 15,1%, apontando boa capacidade de absorção de crédito pela instituição. A poupança continua como principal fonte de recursos, com saldo de R$ 392,4 bilhões, representando 39,2% do mercado de poupança.
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