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CEO prepara gigante do tabaco para o fim do mercado de cigarros

CEO da BAT Brasil mira, até 2035, metade do faturamento fora do cigarro, em mercados wellness e aquisições para a sobrevivência da empresa

Claudia Woods, da BAT Brasil, já teve grandes passagens por empresas como Banco Original, Uber e WeWork. A executiva contou sua trajetória no São Paulo Innovation Week
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  • Claudia Woods, CEO da British American Tobacco Brasil, participa do painel Desbravar, Inspirar e Reinventar no São Paulo Innovation Week, em São Paulo, na quinta-feira, 14.
  • A BAT, que por mais de um século viveu de cigarros, mira que até 2035 metade do faturamento venha de produtos além do cigarro, com foco em mercados de wellness.
  • A estratégia envolve explorar mercados ainda não consolidados e usar aquisições para transformar o portfólio da empresa centenária.
  • Woods afirma que não espera o amanhã para agir e que a empresa pretende atuar de forma proativa na mudança de perfil.
  • A executiva tem passagens pelo Banco Original, Uber e WeWork, e lançou mensagens sobre incentivar mulheres a superar vieses em cargos de liderança.

A CEO que mira o futuro da BAT Brasil revelou, em São Paulo, um plano ambicioso para a empresa. Claudia Woods, à frente da British American Tobacco no Brasil, discutiu a estratégia de transformação durante o painel Desbravar, Inspirar e Reinventar, no São Paulo Innovation Week.

A meta da executiva é fazer com que, até 2035, metade do faturamento seja gerada por produtos além do cigarro. O foco são mercados ainda em consolidação, principalmente no segmento wellness, que busca bem-estar, relaxamento ou melhoria de desempenho.

Woods defende que a BAT use aquisições para reequilibrar o portfólio. A ideia é substituir progressivamente a dependência de vendas de tabaco por linhas associadas a bem‑estar e performance. O objetivo é sustentar a empresa centenária diante de mudanças no mercado.

Trajetória da executiva e contexto

A carreira de Claudia inclui passagem pelo Banco Original, Uber e WeWork, sempre em posições de liderança. Em 1997, ela encerrou a primeira empresa após um erro de leitura que faturava em tecnologia e marketing.

Em 2014, foi convidada pelo ex‑ministro Henrique Meirelles para atuar no Banco Original, tornando‑se a única mulher sem histórico bancário naquele time. No período seguinte, atuou na recuperação de empresas com altos impactos regulatórios e de gestão.

A entrevista ao Estadão destacou também o papel da liderança feminina. Woods orienta que mulheres superem vieses e foquem nos talentos, competências e na ambição de ocupar posições estratégicas.

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