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Citi eleva Hypera a compra; Votorantim aumenta posição

Citi eleva Hypera a compra, com preço-alvo de R$ 28 e potencial de alta de 17%, enquanto Votorantim aumenta participação para 15,8%, fortalecendo controle acionário

Citi eleva Hypera para ‘compra’; Votorantim aumenta posição
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  • O Citi elevou Hypera de neutro para compra, com preço-alvo de R$ 28, citando maior confiança no sellout, ganhos de margem com a valorização do real e melhoria da geração de caixa.
  • A ação abriu em alta de 4,5% com a notícia, e o upside é de cerca de 17% em relação ao preço de tela.
  • O banco juntou-se a oito instituições com recomendação de compra; apenas BTG, UBS, Safra e Goldman Sachs seguem com visão neutra.
  • O Grupo Votorantim aumentou a participação na Hypera de 13,2% para 15,8%, sinalizando potencial intensificação da posição.
  • O Citi ressalta que, com a entrada da Hypera no mercado de GLP-1 e cenários de participação de mercado e margens mais favoráveis, há potencial de melhoria no EBITDA, dependendo de balanços de curto prazo e de investimentos em visitas médicas.

A Citi elevou a recomendação da Hypera de neutro para compra, citando maior confiança no crescimento do sellout, ganho de margem com a valorização do real e melhora na geração de caixa. Também destaca o upside com a entrada da farmacêuta no mercado de GLP-1.

O preço-alvo passou a R$ 28, apontando potencial de alta de 17% em relação ao preço atual. As ações subiram cerca de 4,5% na abertura após a divulgação da atualização.

A instituição ressalta que a Hypera permanece com avaliação favorável em comparação a pares, com a ação negociando a múltiplos atrativos de lucro estimado para este e para 2027. O principal risco apontado é a dinâmica do capital de giro.

Para o Citi, o crescimento do sellout tem se mostrado mais estável e alinhado ao mercado de referência, ajudando a reduzir preocupações anteriores sobre restrições de estoque nos canais de distribuição.

Estimativas indicam que o primeiro trimestre pode representar cerca de 20% das vendas anuais, sugerindo receita anual de aproximadamente R$ 10,1 bilhões, com base em projeções da equipe de análise.

A instituição também observa a continuidade da Hypera na lista de registros da ANS para vender no Brasil um genérico da semaglutida, molécula usada por Ozempic, cuja patente expirou.

Ainda segundo o Citi, a participação de mercado e a rentabilidade podem evoluir com ganhos graduais de participação entre 2,5% e 5%, margem bruta de cerca de 60% e investimentos de 10% em visitas médicas.

A reação de curto prazo ocorreu duas dias após o Grupo Votorantim anunciar aumento de posição na Hypera, de 13,2% para 15,8%.

O acordo de acionistas indica que a Votorantim precisaria chegar a 90% da participação de Júnior para ter poderes equivalentes aos do fundador, o que implica ampliar de 15,8% para cerca de 23,5%.

Gestor institucional que acompanha o papel comenta que o grupo pode ter intenção de ampliar a fatia, dado seu caixa alto e a busca por diversificação de portfólio.

A Hypera, com valor de mercado de aproximadamente R$ 16,4 bilhões, registrou recuo de 2,7% no preço das ações nos últimos 12 meses.

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