- A Dengo mantém a receita e a qualidade do chocolate, mesmo diante da alta histórica do cacau, buscando eficiência operacional sem reduzir o cacau ou pagar menos aos produtores.
- A CEO Cíntia Moreira afirma que a empresa não é filantropa: o objetivo é negócio rentável e sustentável, com foco em cadeia de valor e alto padrão premium.
- Produtores que fornecem cacau à Dengo seguem o critério “Dengo”: no máximo 2% de defeitos, acompanhamento técnico e origem de sistemas agroflorestais, como cabruca na Bahia.
- A empresa paga prêmio acima do preço de mercado pelo cacau, com variação conforme o ciclo da bolsa; o prêmio caiu de cerca de 80–110% (até 2023) para cerca de 40% em 2024.
- Hoje a Dengo opera cinquenta e sete lojas (dezessete franquias) e planeja expansão por meio de novas franquias, mantendo produção bean-to-bar com teor de cacau entre trinta e oito e cinquenta por cento.
A Dengo mantém seu foco em cacau de alta qualidade e não abre mão da receita, mesmo diante da alta histórica do preço da amêndoa. A decisão foi dada pela CEO Cíntia Moreira, em entrevista à Bloomberg Línea, reforçando a estratégia da empresa.
A companhia diz que busca maior valor por meio de eficiência operacional, sem reduzir o teor de cacau nem o valor pago aos produtores. A estratégia prioriza qualidade, origem transparente e premiação aos produtores.
A Anvisa aprovou uma resolução que exige descrição de alimentos com menos de 35% de sólidos de cacau como sabor chocolate. A medida chamou atenção de consumidores, atentos a composições e substituições do setor.
A Dengo afirma não ter aumentado o conteúdo de recheios ou adições para enfrentar a alta do cacau. Em vez disso, a empresa investe em operações e processos para melhorar produtividade e eficiência.
A base da estratégia contempla três pilares: aumentar o impacto positivo na cadeia do cacau, manter a sustentabilidade e fortalecer o produto premium. A empresa assegura pagamento acima do valor de mercado.
A empresa compra cerca de 490 toneladas de amêndoas por ano, vindas de Bahia e regiões da Amazônia, com alto controle de qualidade, incluindo apenas até 2% de defeitos.
Os produtores precisam receber acompanhamento técnico para elevar padrões de produção e atender aos critérios da Dengo, que inclui o chamado critério Dengo de qualidade. A origem é parte central da proposta.
A Dengo trabalha com o modelo bean-to-bar, que cobre desde a compra da amêndoa até torra e formulação, buscando controle de sabor e padronização. O processo preserva notas sensoriais do cacau com torra mais baixa.
O teor de cacau nas peças varia entre 38% e 50%, conforme a categoria. A empresa também prioriza manteiga de cacau pura, sem aromatizantes ou substitutos.
A rede atual soma 57 lojas, com 19 franquias, incluindo cinco inaugurações no último ano. No exterior, há duas lojas próprias em Paris, mantendo expansão controlada.
As vendas em lojas comparáveis cresceram 22%, com desempenho beneficiado por datas sazonais, como a Páscoa. A cafeteria representa cerca de 17% do mix de lojas.
A CEO destaca que o crescimento pode vir mais de produtividade do que de expansão física, mantendo o modelo de negócios sem abrir mão da qualidade. A empresa reforça o compromisso de rentabilidade e sustentabilidade.
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