- O Produto Interno Bruto do Reino Unido cresceu 0,3% em março, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais, ante expectativa de queda.
- No primeiro trimestre, a economia avançou 0,6%, encerrando um período de crescimento considerado forte.
- Serviços, construção e indústria registraram bons aumentos, com possíveis distorções sazonais e ajustes de gastos pós‑pandemia.
- Economistas ressaltam que a guerra no Irã pode ter puxado a demanda em março, mas os riscos de recessão aumentaram, com inflação mais alta e pressão para elevar juros pelo Banco da Inglaterra.
- Dados de gastos de abril sugerem enfraquecimento no segundo trimestre, e a incerteza política em Westminster, com o futuro do premiê Keir Starmer, pode influenciar as perspectivas econômicas.
O Produto Interno Bruto do Reino Unido cresceu 0,3% em março em relação a fevereiro, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais. O resultado mantém o primeiro trimestre em trajetória de expansão, com crescimento de 0,6% no período.
O recorte por setor mostrou avanço firme de serviços, construção e indústria. Economistas creditam, em parte, a distorções sazonais na leitura, além de impacto de estoques ligados a fatores externos.
No acumulado do 1º trimestre, a economia britânica mostrou três meses de crescimento, sustentando a percepção de resiliência. Analistas destacam questões de medição e impactos estruturais ainda em avaliação.
Perspectivas e riscos
Dados de gastos parciais de abril apontam possível enfraquecimento no segunda metade do ano, conforme o ONS. A nota indica que o impulso recente pode perder fôlego.
A guerra no Irã é citada por analistas como fator que elevou a demanda em março, ao aumentar preços de petróleo e pressionar a inflação. O aumento de juros é visto como caminho provável do Banco da Inglaterra.
A incerteza política no Westminster, com o futuro do governo de Keir Starmer ainda indefinido, mantém o cenário desafiador. Executivos e investidores avaliam impactos sobre confiança e investimentos.
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