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Economista afirma que consumidor arcará com subvenção nos combustíveis

Economista afirma que subvenção aos combustíveis é bancada pelo consumidor; governo anuncia medida provisória para conter alta da gasolina e do diesel

Em um posto de gasolina, um carro estacionado ao lado de uma bomba do local reabastece o próprio tanque.
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  • O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (14), mais uma medida provisória para conter o aumento da gasolina e do diesel.
  • A proposta prevê um benefício tributário do PIS/Cofins sobre os combustíveis, com o objetivo de reduzir o impacto da alta para o consumidor.
  • O economista Fernando Agra afirma que, no fim, o consumidor vai bancar a subvenção, seja pelos tributos ou por preços mais altos dos combustíveis durante o conflito.
  • A subvenção começa pela gasolina e pode se estender ao diesel, conforme decisão do governo.
  • A pressão sobre os preços ocorre em meio a tensões no estreito de Ormuz, com impactos sobre o preço do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis.

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (14) uma medida provisória para conter o aumento da gasolina e do diesel, por meio de um benefício tributário do PIS/Cofins. A ideia é evitar que a alta de preços impacte tanto o bolso do consumidor.

A proposta deve começar pela gasolina, com possibilidade de extensão ao diesel no futuro. O objetivo é reduzir o efeito do reajuste, diante de pressões de mercado e do ambiente econômico atual.

Especialistas divergem sobre o impacto final. O economista Fernando Agra aponta que a subvenção deve favorecer o consumidor apenas de forma limitada, já que o governo arrecada tributos e não produz, o custo recai sobre a sociedade.

A Petrobras, responsável pela fixação de preços, enfrenta ajustes diante de defasagens. O setor calcula defasagens de 39% no diesel e 73% na gasolina em relação aos preços internacionais, o que pressiona a política de preços da estatal.

Contexto internacional

As altas atuais estão associadas a incertezas sobre o estreito de Ormuz, passagem de 20% a 25% do petróleo mundial. O conflito na região eleva o preço do petróleo e, por consequência, pode ampliar a volatilidade dos combustíveis no país.

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