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EUA e China estudam retirar tarifas setoriais para ampliar comércio

Estados Unidos e China discutem remover tarifas de cerca de US$ 30 bilhões e criar Conselhos de Comércio e Investimentos para ampliar cooperação

llustração com bandeiras dos EUA e da China
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  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Washington e Pequim discutem ampliar a cooperação econômica, com a criação de um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimentos.
  • As conversas antecederam a reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, em Pequim, e abordaram a abertura econômica chinesa e o comércio.
  • Foi mencionada a possível remoção de tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em setores considerados não críticos, como bens de consumo de baixo valor agregado.
  • A ideia é criar mecanismos para setores “não estratégicos e não sensíveis” que não passem pelo Comitê de Investimentos Estrangeiros (CFIUS) dos EUA.
  • Bessent afirmou que os EUA pressionam a China a fortalecer o consumo doméstico e a ampliar a participação da renda do trabalho no PIB, reduzindo a dependência da manufatura e das exportações.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira 14 que Washington e Pequim discutem mecanismos para ampliar a cooperação econômica bilateral, como a criação de conselhos de comércio e investimentos, além da possível remoção de tarifas em setores específicos. As informações foram dadas em entrevista à CNBC, e os detalhes vêm à tona após as conversas com autoridades chinesas em Pequim.

Bessent explicou que as discussões com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, antecederam a reunião entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. O objetivo é explorar formas de ampliar a abertura econômica da China e fortalecer o intercâmbio comercial entre os dois países.

Um ponto em debate é a remoção de tarifas sobre cerca de 30 bilhões de dólares em comércio, em setores não críticos, segundo o secretário. Ele mencionou que esses itens incluem bens de consumo de baixo valor agregado, que, segundo ele, os EUA não planejam repatriar de forma produtiva.

Conselhos de Comércio e Investimentos

Bessent sinalizou a criação de um Conselho de Comércio para tratar da relação bilateral e de um Conselho de Investimentos voltado a investimentos chineses em áreas não sensíveis à segurança nacional. A ideia é tratar previamente quais setores seriam autorizados a operar sem a avaliação do CFIIUS, o comitê americano responsável por riscos à segurança nacional.

Ele afirmou que os EUA veem oportunidades de investimento para a China e que há espaço para ampliar o uso de capitais chineses em solo americano, desde que os setores não sejam considerados estratégicos.

Foco na economia doméstica chinesa

O secretário destacou que há pressão para fortalecer o consumo interno na China. Segundo ele, a economia chinesa tem mostrado sinais de fragilidade e é importante aumentar a participação da renda do trabalho no PIB, reduzindo a dependência da manufatura voltada a exportação.

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